terça-feira, 22 de abril de 2014

Uma estreia esperada, e espelhada

Passado todo o entusiasmo trazido pela partida contra o Coritiba (e pelo feriadão, por que não?), já podemos voltar à rotina e pensar no que vem a seguir pela Série A. Teremos um confronto com o Sport no domingo e, na próxima semana, a inauguração da bela nova arquibancada, no jogo contra o Corinthians.

A partida tinha tudo para ser interessante, de muitas maneiras. O centésimo jogo do nosso capitão Rafael Lima. O encontro entre Paixão pai e Paixão filho. O duelo entre dois treinadores gaúchos, que usam sistemas muito semelhantes e que já se conheciam bem - Roth treinou Dal Pozzo no passado. A preparação da Barra Brava, o horário ingrato, todas as expectativas, enfim, poderia facilmente ser um espetáculo.

Por uma razão ou outra, não foi exatamente um espetáculo o que vimos. Como prevíamos, a realidade de um Brasileirão visto de cima é muito distinta. Envolve clubes cuja tradição ainda não vivemos, reúne uma gama de pessoas, de investimentos e de manobras com as quais nem sonhamos. Sei que a Chapecoense tem condições de fazer uma boa campanha, mas eu sinceramente esperava muito mais da estreia.

Começando pela escalação. No quesito volantes, o Coritiba deu show, principalmente na quantidade. Com os dois times, havia aproximadamente 7349827 jogadores ocupando essa posição. Para completar, Gilmar dal Pozzo iniciou o time sem Tiago Luís e não aproveitou as "promessas" novas, Alemão e Leandro. O resultado disso foi aquele primeiro tempo maçante e de poucos espaços. Poucos concordarão, mas gostei da atuação de Fabinho Alves. Ele tem coesão com Régis, pode ser uma formação a ser explorada. Há de se valorizar também a atuação de Danilo, que mostrou ter responsabilidade, mas (é claro que há um "mas") demos um pouco de sorte. Não é minha intenção cornetear ou depreciar a qualidade do nosso goleiro, mas colocando os pés no chão: que feliz acidente a ausência do ídolo do Coxa, Alex.

Ontem, segunda, aconteceu um jogo-treino contra o Ypiranga, em Erechim. Foram usados os jogadores que não compuseram a equipe na estreia. Quero acreditar que o simplório 1 x 1 tenha sido apenas uma breve falta de comprometimento do time, naquele momento em questão, apenas no contexto de um amistoso. Todos conhecemos a capacidade da Chapecoense de oscilar atuações e atingir resultados inesperados. É por essa razão que o jogo-treino me preocupou. Torço para que os dois empates sejam uma grande coincidência, mas a sensação de "zica" não diminui. *bate na madeira*

No domingo, encontraremos o Sport, nosso coleguinha de Série B. Na expectativa por uma estreia com vitória em Recife, igual a aquele 2 x 1 bonito do ano passado. Vamos aguardar.

Ficha técnica: Chapecoense 0 x 0 Coritiba

Data: 19 de abril de 2014
Horário: 21h
Local: Arena Condá
Público: 7178 espectadores
Renda: R$ 88.010,00
Arbitragem: Rodrigo Nunes de Sá, auxiliado por Marcelo Bertanha Barison e José Franco Filho.

Chapecoense: Danilo, Ednei, Rafael Lima, André Paulino e Rodrigo Biro; Wanderson, Abuda (Willian Arão), Ricardo Conceição e Régis (Tiago Luis); Roni (Fabinho Alves) e Bergson. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Coritiba: Vanderlei, Victor Ferraz (Moacir), Luccas Claro, Leandro Almeida e Carlinhos; Baraka, Chico, Gil, Robinho e Roni (Zé Eduardo); Júlio César. Técnico: Celso Roth

sábado, 19 de abril de 2014

O grande dia

Parecia tão distante. Da série B para cá, era quase remoto. Em um momento, achei que não chegaria nunca. Um dia tão glorioso, tão esperado, que o calendário teimava em protelar. A contagem regressiva marcava: 15 dias, 10 dias, 5, 4, 3, 2, 1 - e ainda assim, a ficha insistia em não cair. Mas o dia do nosso début enfim chegou. Seremos oficialmente apresentados à sociedade.

À meia-noite e um minuto, meu celular tocou, avisando que o 19 de abril havia iniciado. Foi só então, ao som do glorioso verde que se expande, que a ficha realmente caiu.

Nosso sonho se realizou. Nossas expectativas mais altas. As brincadeiras de "um dia estaremos na série A", um dia, não foram mais que brincadeiras. Quem nunca zombou da ideia de ver a Chapecoense na elite? Quando estávamos na série D, tomando chuva de granizo, ou na série C, sofrendo ao assistir um jogo pelo telão - será que nessa época alguém apostaria que o Verdão chegaria onde chegou? Quantas vezes ouvimos que a Chapecoense seria o saco de pancadas do Brasileirão? E o pior: quantas vezes ouvimos a mídia nacional dizer "O Chapecoense"? É possível medir em números o quanto nos desrespeitaram e quantas bocas foram caladas nesse meio tempo?

Hoje, quando meu celular acusava "21h - Chapecoense x Coritiba", um filme passou em minha mente. Pensei em quantas pessoas trabalharam duro para que isso acontecesse. Pensei em todos os atletas que passaram por aqui e deixaram sua marca. Pensei em quantas vezes vi o Índio Condá lotado, e em quantas vezes éramos menos de 2 mil pessoas cantando. Não pude evitar que meus olhos se enchessem de lágrimas. Quantas recordações boas você me permitiu, Verdão! Quanto orgulho!

Amigos, em poucas horas, a Chapecoense passará a desenhar um novo capítulo em sua história. O que ansiávamos por tantos anos está logo ali, virando a esquina. Chegou. É hoje. É daqui a pouco. Já não importa o quanto duvidem da nossa capacidade - nosso esforço sempre será digno da série A, e isso ninguém pode nos tirar.

Hoje sim, somos muitos, somos muito mais que onze.

Bem vinda, série A!

sábado, 12 de abril de 2014

A taça é o limite

                E chegou a hora da despedida do Catarinense 2014, na partida realizada nesta tarde na Arena Condá o Verdão do Oeste recebeu a equipe do Avaí pela decisão da Copa Santa Catarina, título dado ao primeiro colocado do hexagonal da morte.         
                A partida que tinha tudo para ser complicada foi bem diferente. O time veio focado no resultado, com o que tinha de melhor. Logo no segundo minuto de jogo, um cruzamento de Roni para Bergson que finalizou por cima da meta adversária assustou a equipe azurra.                
                A Chape continuou mantendo o bom volume de jogo. E se de um lado o volume de jogo era intenso, do outro era um jogador que se destacava. Zangão era o responsável pelas belas jogadas da equipe do litoral. Após novas recomendações de Dal Pozzo a equipe melhorou a marcação sobre o jogador e acabou neutralizando todas as jogadas do Leãozinho.        
                Mantendo a busca por abrir o placar a equipe do oeste teve quatro chances seguidas entre os 15 e os 22 minutos, se na primeira faltou um pouco de coletividade da parte do Bergson. Na quarta, uma bela jogada de equipe mostrou o ponto forte do ataque. Após cruzamento de Tiago Saletti, Bergson apareceu na medida mandando de cabeça a bola para o fundo das redes.
                Aos 27 minutos Roni entrou na área e foi deixando os adversários para trás. Após passar por 4, entregou a bola nos pés de Régis.  Como não poderia faltar em um jogo da Chapecoense contra o Avaí neste campeonato o meia mandou a bola para dentro do gol ampliando o placar. Estava marcado o oitavo gol dele no campeonato, o quinto contra o time azurra.
                A equipe soube administrar a vantagem que criou no início da partida e manteve o placar até o intervalo, sem nenhum susto ou perigo ao goleiro Danilo.
                Na volta do vestiário Wescley entrou no lugar de Régis. A equipe voltou mantendo o que tinha de melhor na marcação o que acabou deixando o jogo com um ritmo um pouco mais lento. Neste momento a torcida viu o comandante da equipe chamar Fabinho Alves. E foi só o jogador entrar em campo que a festa começou. O que se viu foi a equipe trocando passes, invertendo jogadas e sempre mantendo como objetivo ampliar o placar.
                E foi exatamente depois de uma falta sofrida por Fabinho aos 25 minutos que surgiu o terceiro gol da Chape, após a cobrança de Ednei o capitão Rafael Lima desviou a bola para o gol. Durante a comemoração desse gol  veio o lance polêmico da partida. A equipe ainda comemorava com a torcida quando o juiz permitiu o reinício da partida, o que acabou favorecendo a equipe de Floripa que aproveitou a chance e na finalização de Héber descontou.
                 A resposta ao lance veio no minuto seguinte. Após um esforço de Fabinho Alves em uma bola quase perdida, Bruno Collaço cruzou a bola perfeitamente para a finalização de Roni. Estava marcado o quarto gol do Verdão aos 28 minutos do segundo tempo. O goleiro avaiano ainda teve que se esforçar para segurar duas das belas finalizações de Ednei, lateral que merece um elogiou pelas tentativas.  
                E foi exatamente após o quarto gol da Chape que foi possível ouvir o grito que ecoava da arquibancada, foi um festival de olé. Era possível ainda ver que Chapecoense queria mais, a equipe estava disposta a mostrar o que tinha de melhor, garantir um bom resultado para começar o Brasileirão com moral.
                No final da partida o esforço foi recompensado, o título da Copa Santa Catarina ficou no oeste, a artilharia do campeonato também, isso sem falar na vaga para a Copa do Brasil de 2015. Mas o fator que merece um grande destaque foi o desempenho da equipe. O fato de ter alcançado os objetivos propostos, conseguido superar alguns momentos ruins e mostrar novamente a união da equipe. E depois dessa chuva de gols e olé na Arena, que venha o Coritiba e o Brasileirão da série A.
Ficha técnica Chapecoense 4x1 Avaí – Decisão da Taça Santa Catarina

Chapecoense
Danilo, Ednei, Rafael Lima, André Paulino e Tiago Saletti (Bruno Collaço – 22min/2ºT); Wanderson, Willian Arão, Dedé e Régis (Wescley – intervalo); Bergson (Fabinho Alves – 18min/2ºT) e Roni.
Técnico: Gilmar Dal Pozzo
Avaí
Aleks, Jean, Luan, Marcão (Renato) e Paulinho; Braga, Revson, Lucas Sá (Yuri) e Zangão; Heber e Wilker.   Técnico: Pingo

Gols: Bergson (22min/1ºT), Régis (27min/1ºT), Rafael Lima (25min/2ºT), Roni (28min/2ºT); Heber (26min/2ºT)
Cartões amarelos: André Paulino, Wanderson (C); Marcão, Revson (A)
Renda:  R$ 67.050,00
Público: 6684 espectadores
Arbitragem: Leandro Messina Perrone, auxiliado por Neuza Inês Back e Clair Dapper.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Novos rostos, novas esperanças

A necessidade de reforços é unanimidade entre torcida, imprensa, diretoria e comissão técnica. Iremos disputar uma Série A, ou seja, um plantel qualificado é fundamental. Durante a semana vários nomes foram especulados como prováveis reforços. Alguns atletas, inclusive, estão na cidade. Nenhum deles foi apresentado à imprensa pela Diretoria, que pretende trazer oito reforços para Copa do Brasil e Brasileirão.
Segue a lista de possíveis reforços

Nome: Fernando Camilo Farias
Apelido: Camilo
Posição: meia-atacante
Nascimento: 09/03/1986, Rio de Janeiro/RJ
Altura: 1,74m
Clubes anteriores: Marília, Cruzeiro, Santo André, Grêmio/SP, Ceará, América/MG, Shangai Shenxin (China), Avaí, Mirassol, Sport, Botafogo-SP.

Estava no Botafogo de São Paulo, onde teve problemas de indisciplina. Ao saber que não seria titular no jogo contra o Ituano pelas quartas-de-final do Campeonato Paulista, abandonou a concentração. Contudo, era tido pela Diretoria como peça fundamental no esquema do time. Segundo o Presidente do Botafogo-SP em entrevista ao globoesporte.com: “o Camilo era fundamental para o elenco. Depois que ele saiu, o meio-campo do Botafogo parou de funcionar.”



Nome: Rodrigo Pereira Lima
Apelido: Rodrigo Biro
Posição: lateral esquerdo
Nascimento: 18/11/1986, Araçatuba/SP
Altura: 1,83m
Clubes anteriores: Ponte Preta, Atlético/PR, Penapolense.

Lateral titular do Penapolense, clube sensação do Campeonato Paulista. Esperamos que mantenha o bom futebol que apresentou em São Paulo.




Nome: João Maria Lima do Nascimento
Apelido: Lima
Posição: atacante
Nascimento: 04/09/1982
Altura: 1,82m
Clubes anteriores: Alecrim, Caxias, Veranópolis, Brasil/RS, Goiás, Bahia, Seoul (Coréia do Sul), Joinville, Paysandu.

Velho conhecido dos catarinense, Lima é jogador de referência e sabe fazer gols. Raramente desperdiça as oportunidades de marcar. Maior goleador da história do Joinville, diz-se que deixou o clube por problemas extracampo. Se manter o foco, será sem dúvidas titular da equipe. Seu sucesso depende de jogadores que possam criar oportunidades.


Nome: Neuton Sérgio Piccoli
Apelido: Neuton
Posição: zagueiro (improvisável)
Nascimento: 14/03/1990, Erechim/RS
Altura: 1,82m
Clubes anteriores: Grêmio, Udinese (Itália), Watford (Inglaterra).

Teve boa passagem pelo Grêmio. No futebol italiano oscilou entre a titularidade e a reserva na Udinese. Estava emprestado ao Watford, da 2º Divisão Inglesa. Apesar de ser zagueiro, atuou muito bem na Lateral Esquerda quando esteve no Grêmio. Nosso treinador gosta de improvisar, então certamente é um bom reforço.





Nome: Ricardo Renato Conceição
Apelido: Ricardo Conceição
Posição: volante
Nascimento: 16/07/1984, Campinas/SP
Altura: 1,75m
Clubes anteriores: Ponte Preta, Santo André, Vitória, São Caetano, Comercial, Paraná Clube.

O volante fez uma boa campanha na Série B em 2012, pelo Paraná. Volante de marcação, mas que também pode sair para o jogo. Em 2013 fez três gols e deu sete assistências na Série B. Já treinou com a camisa verde. É uma boa contratação.



Nome: Jaílton de Campos dos Santos
Apelido: Jailton
Posição: zagueiro
Nascimento: 09/03/1986, São Paulo/SP
Altura: 1,90m
Clubes anteriores: Bragantino, Internacional, São Caetano, Ponte Preta, Atlético de Sorocaba, Osvaldo Cruz, Paulista, Marília, Avaí, América/MG e Penapolense.

Assim como Rodrigo Biro, era titular do Penapolense no Campeonato Paulista. É uma aposta



Nome: Leandro Marcos Pereira
Apelido: Leandro Banana
Posição: atacante
Nascimento: 03/07/1991, Araçatuba/SP
Altura: 1,90m
Clubes anteriores: Ferroviário, Mogi-mirim, Capivariano, Icasa e Portuguesa.

Estava na Portuguesa onde era treinado por Argel Fucks. Fez três gols no Campeonato Paulista. Tinha como colega de ataque Henrique, que passou pela Chapecoense e depois foi para o Santos. Apenas para registro: Henrique tem sete gols no Campeonato Paulista. Leandro é uma aposta, mas confesso que dentre todos os reforços é o menos animador.

O volante Augusto, que integrou o elenco do acesso à Série A, voltará mesmo para a Chapecoense. Fez boas partidas aqui. A esperança é que mantenha o bom futebol e que reforce o setor de meio-campo da equipe.  Augusto já não vem mais. Foi anunciado como reforço do Sport de Recife.

A filosofia de trabalho do clube segue a mesma. Investimentos contidos e com responsabilidade. A aposta em nomes desconhecidos do cenário nacional deu certo em vários momentos (Aloisio, Rômulo, Bruno Rangel, Alan Ruschel, para citar alguns exemplos). Se dará certo na Série A, apenas o tempo irá dizer. Contudo, a chegada de novos atletas renovam esperanças. No caso de contratação de todos estes atletas, a dúvida que fica é se outros serão dispensados. Alguns ainda estão devendo.

domingo, 30 de março de 2014

Sem pressa

Mais uma rodada do hexagonal se passou sem grandes emoções. Em um jogo totalmente 'chuchu cozido', a Chapecoense venceu o Ibirama nesta tarde como um mero cumprimento de tarefa. Desde a torcida enxuta até a arbitragem ridícula, a tarde deste domingo foi nivelada por muito baixo. Ouso dizer, inclusive, que descobri qual o antônimo de 'empolgação' no ambiente do jogo.

A falta de ritmo de alguns atletas deu o ar da graça dos 90 minutos. Difícil aceitar boleiro com tão pouca resistência física e tanta dificuldade técnica a dois meses e pouco do início da temporada. Hoje era mais um jogo certeiro para colocar o saldo de gols na engorda, e o que aconteceu? Acomodação depois de um gol bacana. Gol, aliás, que saiu de forma engenhosa dos pés de Ednei. O lateral cobrou o escanteio e acertou Alemão, que estufou as redes.

Da escalação do início da partida, tenho sérias desconfianças de que alguns daqueles jogadores nem estavam em Chapecó hoje. Teve nome na lista que eu só ouvi antes do jogo, depois desapareceu. Em compensação, algumas atuações me deram uma esperança real no time. Ednei, por exemplo, mostrou que se doa para o time e tem vontade de vestir essa camisa. O mesmo vale para Abuda e, de certa forma, para Dieguinho. Já Alemão até me surpreendeu, apesar de ser desajeitado, mostrou ser um atleta sério, que sabe o que faz. Achei que a entrada de Neílson aos 18 do segundo tempo ia dar aquela renovada no fôlego do time, como aconteceu alguns jogos atrás, mas uma andorinha voando sozinha não faz verão.

O Troféu Joinha do dia pertence merecidamente à arbitragem. Foi uma palhaçada, de uma pequenez descomunal, e dessa vez a culpa nem é só do árbitro. O distinto bandeirinha viu uma conduta antidesportiva no preparador físico Anderson Paixão, de fora do jogo, mas não viu um pênalti acontecer na sua frente aos 24 minutos. Ainda não entendi quem provocou quem, mas o preparador estava possuído quando levou o cartão vermelho. Paixão precisou ser segurado por seis jogadores.

Nem preciso bancar o capitão-óbvio aqui, mas atitudes deste tipo não são novidade. Essa arbitragem porca é só mais um elemento que cerceia o crescimento do futebol catarinense. Já faz tempo que Santa Catarina comporta times de grande visibilidade nacional, e mesmo com os times pequenos interior a dentro, já deixamos de ser amadores faz um bom tempo. Isso é só mais uma prova de que o futebol não é a prioridade da nossa Federação Catarinense de Futebol. Sinceramente, não podemos mais nos submeter a essas atrocidades.

Sobre o comparecimento acanhado da torcida do Verdão, não sei o que pensar. Não sei se fico triste por ver que a cidade não leva fé no time, e mesmo com promoção de ingresso, prefere ficar em casa. Não sei se fico alegre por saber que a Chapecoense pode contar sempre com essa pequena massa incansável. Não sei se levo em conta o GreNal que aconteceu hoje em Porto Alegre. Tenho tentado entender a dinâmica da nossa torcida, a mais fiel e mais bonita do estado, mas não existe uma constante a ser analisada. De repente, olho para o jogo do Metropolitano e vejo que não passaram de 600 pagantes. Não sei se me dá alívio ou mais desespero.

Ainda bem que nosso time pode contar com um ego sólido o suficiente para alcançar uma vitória como a de hoje. Esperava muito mais, mas o mundo é mesmo um moinho. Vamos tentar manter a fé até o próximo sábado, para enfrentar o poderoso Juventus lá em Jaraguá. Se isso não for a oportunidade perfeita para golear, não sei o que é. Vamos torcer!

Ficha técnica: Chapecoense 1 x 0 Atlético de Ibirama

Data: 30 de março de 2014
Horário: 16h
Local: Arena Condá, Chapecó/SC
Público: 3.259
Renda: R$ 29.555,00
Arbitragem: William Machado Steffen, auxiliado por Alex dos Santos e Johnny Barros de Oliveira

Chapecoense: Danilo, Rafael Lima, André Paulino, Ednei, Wanderson, Diones (Dedé), Abuda, Dieguinho (Neílson), Bergson (Rodrigo Gral) e Ronieli. Técnico: Gilmar dal Pozzo

Atlético: Ney, Jefferson (Matozinho), Claiton Rosa, Lucas Rusiski, Kappa, Gesiel, Cássio, André Gava (Crístian), Marcelo Quilder, Edinho e Adriano (Matheus Guerreiro). Técnico: Sílvio Criciúma

sábado, 29 de março de 2014

Liderança à vista

Neste domingo, (30), a Chapecoense entra em campo para enfrentar o Atlético de Ibirama. O duelo será realizado na Arena Condá, às 16h, válido pela 8ª rodada do hexagonal. O que, a algumas rodadas, assombrava o Verdão e era chamado de hexagonal do rebaixamento, passou a hexagonal da Copa do Brasil 2015, no qual o primeiro colocado fica com a vaga.

A três rodadas do fim do Catarinão, finalmente a Chapecoense encontrou um bom futebol, (antes tarde do que nunca). Já são quatro partidas sem derrotas, apresentando uma consistência tática mais próxima da qual todos esperam ver. Ainda está longe do ideal, mas com o futebol e determinação das últimas rodadas, a glória que nos restou para este catarinense passa a ser conquistável. 

O hexagonal está dividido em dois grupos. Almejando conquistas maiores estão: Marcílio Dias, Avaí e Chapecoense, respectivamente nessa ordem. Todos os três com 13 pontos, separados apenas pelo saldo de gol. Na briga para escapar da degola estão: Brusque 8 pontos, Juventus 7, e o Atlético-IB com 6. O time de Ibirama está em situação complicada, mesmo após a vitória de quarta-feira sobre o Juventus, é quem segura a desagradável lanterna. Mais uma derrota e segunda divisão estará de portas abertas esperando pelo clube. 

Em boa fase, a preocupação da Chape é com o departamento médico. Sete desfalques no total, Tiago Luis, Nenén, Régis, Fabinho Gaúcho e Bruno Collaço já desfalcaram o time no empate diante do Marinheiro, na última rodada, agora se juntam a eles Fabiano e Diones. Wescley cumpre suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. A boa notícia fica por conta do Alemão, que está confirmado para a vaga do Fabiano. O gringo terá que mostra toda sua habilidade para escalar um bom time.

Isso não pode ser motivo para desanimar o torcedor verde e branco, que deve comparecer em grande número. É um ótimo jogo para confirmar o bom momento. Um domingo de sol, estádio lotado, quem sabe uma goleada, e a liderança, seria perfeito. Isso será possível se Marcílio e Avaí não vencerem seus jogos.

Nada pessoal, mas que a situação do Atlético se agrave e a nossa melhore ainda mais neste domingo.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Dentro dos conformes

Um ponto fora de casa, gol de Roni e boa atuação do goleiro Danilo: deu tudo certo. A partida de ontem contra o Marcílio Dias poderia ser vista, guardadas as proporções, como uma decisão no hexagonal: com os dois times marcando 12 pontos, valia a liderança (terminamos ambos com 13, olha a emoção). O ponto fora de casa não agrava a situação da Chapecoense, mas uma boa goleada seria ideal para o nosso miudinho saldo de gols.

A Chapecoense enfrentou o Marcílio Dias na noite de ontem com muita normalidade. No placar, os números iguais expressam muito bem o equilíbrio dentro de campo. Foi possível observar, finalmente, constância na atuação do time, com uma defesa mais organizada e contra-ataques melhor arranjados. Inclusive, não achei que fôssemos ver essa consistência no time tão logo. Molto bene, Dal Pozzo.

É meio complicado admitir, mas é visível que a Chapecoense só mudou de postura quando a água bateu no umbigo. Voltamos à programação normal. Mesmo sem titulares importantes há algumas rodadas, alcançamos vitórias naturais. O empate precisou de uma forçadinha, mas veio com tranquilidade. Isso também é merecimento: não da forma como o conhecíamos no ano passado, mas o nome se aplica.

Apesar da conquista de ontem, a pouca manifestação de Rodrigo Gral na partida me deixou um tanto quanto preocupada. Ele é uma peça diferenciada no mosaico da Chapecoense. Além de um atacante de destaque e de grande experiência, em matéria de vestiário é uma referência, uma liderança. Mas nesses últimos tempos, é visível o desencaixe dele com o resto do time. Há quem diga que a má relação dele com o técnico venha de tempos passados, mas quem garante? Gral vem sendo poupado dentro de campo, além de se ausentar do convívio da equipe por alguns períodos. Sei que ele já não é um moleque, mas torço para que ele retome as atuações eletrizantes que apresentava quando chegou. #FechadoComOGral

Ademais, confiança total no time para o jogo de domingo contra o Atlético de Ibirama em casa.  Na rodada, o Marcílio Dias encara o Brusque, no Augusto Bauer, e o Avaí visita o Juventus. O negócio é torcer para cada time fazer sua parte, e ficar no aguardo do topo da tabela. Ótima oportunidade para a torcida comparecer em peso. Vamos!

Ficha técnica: Marcílio Dias 1 x 1 Chapecoense

Data: 26 de março de 2014
Horário: 20h30
Local: Estádio Hercílio Luz, Itajaí/SC
Arbitragem: Carlos Eduardo Vieira Arêas, auxiliado por Fernanda Uliana Colombo e Henrique Neu Ribeiro

Marcílio Dias: Rodolpho, André Luiz, Diego Bispo, Toninho e Márcio Careca; Serginho, Carlinhos Santos (Jones), Harrison (Bruno) e Léo Franco; Anderson Lopes (Tauan) e Schwenck. Técnico: Guilherme Macuglia

Chapecoense: Danilo, Fabiano (Alemão), Rafael Lima, André Paulino e Ednei; Wanderson (Dieguinho), Diones, Abuda e Wescley; Bergson (Rodrigo Gral) e Ronieli. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

terça-feira, 25 de março de 2014

As dúvidas e a certeza

É difícil saber o que pensar da Chapecoense para o jogo de amanhã contra o Marcílio Dias. A Chapecoense tem uma atuação tão inconstante nesse campeonato que escrever antes dos jogos se tornou uma tarefa complicada. O Marinheiro não é um time grande, mas isso torna a vitória fácil? Não. Vencer nos deixará tranquilos na liderança? De forma alguma. Jogar com 3, 4, 5 volantes significa que buscamos só um empate? Será? O que passa na cabeça do Poderoso Gringo?

Apesar das dúvidas, a maior parte de mim tem confiança na Chapecoense de amanhã. Depois de três rodadas com placares tão bonitinhos, algo me diz que a continuidade vitoriosa voltará a imperar. Chegamos a uma altura em que o time já se conhece o suficiente, já pode ser mais unido. Já sabemos do potencial em alguns jogadores e da falta dele em outros - inclusive, reencontramos a capacidade de alguns.

Vencendo o Marinheiro, ficaremos no topo da tabela, abrindo pontos o suficiente de distância para não mencionar mais o rebaixamento aqui nessas paragens. Mantendo a posição por mais três jogos, é Copa do Brasil no ano que vem. Querendo ou não, é uma motivação bacana a somar para o time.

Amanhã, a partir das 20h30, peço por gentileza que esqueçam a briguinha da torcida com a imprensa, da imprensa com o técnico, disso e daquilo. Se não quiserem ouvir pelo rádio, acompanhem pela internet, vão até Itajaí, façam o escambau. Só não detonem mais ainda com o psicológico da equipe. Depois que acabar o jogo, podem continuar a falação, mas durante os 90 minutos, torçam pela vitória, tenham fé no time, pensem positivamente. Vamos seguir juntos!!

segunda-feira, 24 de março de 2014

A defesa foi ao ataque

Na primeira partida da fase dos jogos de volta do "hexagonal da morte" a Chapecoense recebeu na Arena na tarde deste domingo o time do Brusque . A Chape buscava a terceira vitória seguida, eliminando assim qualquer chance de queda no Catarinense. O Brusque por sua vez, vinha tentando se afastar da zona de rebaixamento e quem sabe até assumir a ponta do hexagonal.

E foi exatamente isso que se observou, uma partida em que o retorno do camisa 2 da Chape foi o grande destaque, afinal o Fabiano conseguiu marcar o seu terceiro gol no campeonato logo aos 12 minutos do primeiro tempo. Quando fez uma troca bonita de passes com Roni e finalizou no canto esquerdo da meta do goleiro Wanderson. Estava feito o primeiro gol do verdão, que até o momento vinha impondo um ritmo de jogo intenso ao time do vale.

Novamente um fato causou uma certa preocupação, foi só o time conseguir abrir a vantagem que começou a jogar na retranca. Tudo bem, o que interessava hoje era garantir os 3 pontos e eliminar de vez qualquer chance de queda. Além disso, ver a Chape jogando na marcação serve para mostrar uma das características mais marcantes dessa equipe, a boa defesa. 

E por falar em defesa, o arqueiro da Chapecoense foi outro destaque da partida, garantindo com excelentes defesas o resultado no primeiro tempo. E quando Danilo não estava fazendo uma bela defesa, a trave apareceu para auxiliar como na finalização de Rafael Bitencourt.

No retorno para o segundo tempo Dal Pozzo fez uma modificação na equipe, trocando meia Wescley pelo volante Willian Arão na tentativa de melhorar a marcação do time. A modificação surtiu efeito e embora o time do vale mantivesse maior posse de bola foi o Verdão quem assustou primeiro aos 9 minutos com uma finalização que foi parada por uma bela defesa de Wanderson.

Gilmar ainda faria duas modificações na equipe, aos 19 minutos a entrada de Dieguinho no lugar de Neném e no final da partida após sentir Roni solicitou substituição, entrava o Ednei em campo. Porém a estrela que continuou brilhando foi a de número 2. Aos 25 minutos de partida após uma falta sofrida por Roni, e uma conversa do defensor com o atacante Régis, surgiu uma jogada ensaiada. Fabiano cobrou forte e a bola encontrou o fundo da rede. Era o segundo gol do Verdão que trazia junto o grito de emoção e alívio do torcedor.

A partida acabou com a vitória do time do oeste por 2x0. Com o resultado a Chapecoense se mantém na vice-liderança do hexagonal, eliminando qualquer chance de rebaixamento. O próximo confronto da Chape é nesta quarta feira contra o Marinheiro em Itajaí, quem ganhar a partida deve ser o "campeão do hexagonal".

Ficha técnica - Chapecoense 2x0 Brusque

Chapecoense
Danilo, Fabiano, Rafael Lima, André Paulino e Fabinho Gaúcho; Abuda, Diones, Wescley (Willian Arão – intervalo), Régis e Nenén (Dieguinho – 19min/2ºT); Roni (Ednei – 32min/2ºT).
Técnico: Gilmar Dal Pozzo             
Brusque
Wanderson, João Neto (Kiko – 34min/2ºT), Cleyton, Neris e Gilton (Leandrinho – 28min/2ºT); Eurico, Elielton (Ricardo Lobo – 12min/2ºT), Serginho e Rafael Bitencourt; Eydison e Mazinho.
Técnico: Joceli dos Santos              
Gols: Fabiano (12min/1ºT e 26min/2ºT)      
Cartões amarelos: André Paulino, Abuda (C); Eurico (B)       
Renda: R$ 38.910,00       
Público: 4102 espectadores            
Arbitragem: William Machado Steffen, auxiliado por Angelo Rudimar Bechi e Clair Dapper.

sábado, 22 de março de 2014

Em busca da medalha...

Copa SC e permanência na primeira divisão são os prêmios
de consolação para os membros do hexagonal
“É importante competir” é a justificativa de todos que perdem alguma coisa. Embora não se sagraram vencedores, quem perdeu sempre recebe a medalha de honra ao mérito. De fato, o Catarinense desse ano, para a Chapecoense, foi marcado por tropeços, desde as contratações dos jogadores até a escalação da equipe em muitos momentos. Mas agora na reta final para o Verdão e os demais clubes do hexagonal, o maior prêmio é buscar suas medalhas de honra ao mérito: Permanecer na primeira divisão, no caso dos clubes com menor expressão, ou conquistar uma vaga para a Copa do Brasil de 2015.


Apesar das irregularidades do Campeonato Catarinense de 2014, o “Bruxxxxcão”, como é chamado, foi o freguês do Verdão. Primeiro com a perda da classificação na primeira etapa e no hexagonal mais uma vitória que custou a liderança do grupo. Wescley deve iniciar jogo, jogando ao lado de Nenén e Régis. Roni, que marcou seu primeiro gol na quarta-feira, pode ser o único atacante. Ainda há a possibilidade de que Gilmar dal Pozzo coloque dois meias e escale Gral no ataque.



Com ou sem briga pelo título, bem... Copa Santa Catarina é o prêmio de consolação, mas que seja, ainda brigamos por um caneco, por isso a Arena Condá precisa estar lotada, ainda mais com os ingressos da Geral custando R$ 20 e R$ 25 na Semicoberta. Mas devem ser comprados até meio-dia no Maidana Esportes, Paraíso dos Campeões e na Sede do Clube, ou até às 17h no Posto de Marco, Palácio dos Esportes e Posto do Guri. No domingo o valor volta ao normal.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Agora rolem no chão e se abracem

Quase que a bonita vitória da Chapecoense sobre o Brusque ficou ofuscada pela picuinha do técnico Gilmar Dal Pozzo com a imprensa de Chapecó. Fomos bem na noite de ontem. Passamos alguns minutos na zona de rebaixamento, e no fim vencemos de virada. Quem nos concedeu os três pontos foram o estreante Ednei e o contestado atacante Roni - e é claro, Danilo.

Vimos ontem uma atuação que poderia ter sido a base do nosso futebol nesse ano. O time foi mediano: não foi tão melhor que o Bruscão, mas também não deixou tantos espaços e segurou bem a marcação. E tudo isso sem os pilares do ataque. Fiquei satisfeita com a coragem que alguns atletas mostraram, como o caso de Roni - gente, ele fez um gol! Não fomos perfeitos, fomos suficientes. E essa vitória deixa no ar aquele tipo de dúvida mais torturante: e se tivéssemos estabelecido esse ritmo no início da competição? Que continue, por favor!

Filosofias à parte, o que me deixou triste depois do jogo foi aquele joguete entre o treinador e a imprensa. O primeiro já foi mais humilde, e a segunda tem um apego muito forte com questionamentos nem sempre pertinentes. Esse looping infinito de provocações e frases incoesas é uma picuinha infantil e desnecessária no momento em que a Chapecoense vive #prontofalei. 

Dal Pozzo já encerrou sua grande safra no Verdão e ainda não percebeu. Está em momento de manutenção do terreno. Não tem mais cacife para fazer cosplay de Tite, tem de voltar a ser quem era quando chegou: um gringo de pulso filme que chamou a atenção do Brasil inteiro por sua consciência e sua capacidade incansável. Já a imprensa de Chapecó, a mesma de vinte anos atrás, balança constantemente entre a cobrança válida e a crítica descabida. Exceto por alguns jornalistas pontuais que prezam pela informação correta e justa, tem comentarista por aí cujo objetivo de vida é justamente encontrar chifre em cabeça de cavalo e achar que está saindo por cima. Entendam: suas perguntas não tem resposta por que não tem sequer coerência. Que me desculpem os bons colegas que não merecem entrar no mesmo saco. 

Parem de desmanchar a integridade do nosso futebol. Chega de indiretas, chega de falar sem saber.Nós somos sim o time que vai disputar a série A, mas também somos o time que há poucos anos atrás estava na briga para não fechar as portas. Vamos trilhar isso tudo juntos! Só assim criaremos uma unidade "imorrível" e "incaível", que comemora vitórias sobre o Palmeiras tanto quanto sobre o Brusque.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Hoje é dia de santo!

O calendário marca o dia de hoje, 19 de março, como o dia de São José, o dia do Artesão e o 61º aniversário da primeira transmissão do Oscar. Comum, não? Fatos que passariam batido para quem não é cinéfilo, não é artesão e não é católico. Nós somos Chapecoenses, e mesmo que indiretamente, hoje é um dia importante: dia de São Nivaldo!

Hoje, José Nivaldo Martins Constante completa 40 anos - dos quais oito foram representando o escudo alviverde. O goleiro chegou na Chapecoense em uma fase complicada, o ano de 2006. De lá para cá foram mais de 300 jogos entre oito Campeonatos Catarinenses, três Copas do Brasil, duas Copas Santa Catarina, e de forma resumida, os acessos da série D até a série A do Campeonato Brasileiro.

Sim, é verdade que nesta temporada nosso guerreiro de maior confiança esteja passando por uma safra ruim. Mas quantas vezes já fomos salvos por São Niva? Quantas defesas executou com maestria quando achávamos que não ia dar? Quantas vezes ele correspondeu à todas as nossas expectativas? Nivaldo já não é mais apenas o goleiro do time. É um sinônimo de trabalho sério, de moral e de credibilidade.

Nós te agradecemos imensamente por tudo isso, Nivaldo. Você é um capítulo importantíssimo da história da nossa Chapecoense, e é merecedor de tudo isso. Parabéns, goleiro. Felicidades!

domingo, 16 de março de 2014

Para selar a paz

Em  partida válida pela quarta rodada do "hexagonal do rebaixamento" a Chapecoense recebeu neste domingo (16) a equipe do Marcílio Dias. Para a Chape o jogo era considerado decisivo, já que a equipe vinha de duas derrotas consecutivas com apresentações questionáveis. O marinheiro por sua vez, vinha em busca de sua terceira vitória para assumir a liderança do hexagonal.

Na Chape o clima era de tensão antes do jogo, a equipe vinha sofrendo a pressão da torcida pelos resultados negativos das últimas duas rodadas. Somado a isso a equipe ainda entrou em campo com 8 desfalques. Porém , o retorno do meia Régis e a boa atuação de alguns jogadores como Abuda e Roni mostraram que a equipe tem força para reagir e conseguir bons resultados mesmo quando pressionada .

Logo no início da partida foi possível ver que a equipe vinha com uma postura ofensiva em busca do resultado , fazendo boas jogadas pelas laterais do campo. Essa vontade toda mostrou resultado aos 11 minutos quando Régis entrou na área cortou para a esquerda chutando sem qualquer chance de defesa para  Rodolpho.  Se o gol trouxe um alívio para a inquieta torcida o gesto do goleador foi um tanto questionável, em sua comemoração Régis fez sinal de silêncio para os toredores.

Por muito pouco a Chape não conseguiu ampliar logo em seguida com uma bela jogada de Wescley que parou nas mãos do goleiro adversário.  Não tardou muito e  aos 25 minutos Régis aproveitou uma bola lançada por Rafael Lima e chegando antes que a defesa adversária conseguiu, entrar livremente na área de Rodolpho para ampliar o placar e assumir a artilharia isolada do catarinense com 7 gols.  Mesmo com a vantagem de dois gols a equipe continuou atacando, foram cerca de 17 finalizações no primeiro tempo, aliás, novamente perdemos alguns gols considerados imperdíveis e que podem fazer falta mais para frente.

Mesmo sendo dominado pelo volume de jogo da Chape no primeiro tempo, o clube rubro-índigo conseguiu descontar aos 29 minutos com uma forte finalização de Leo Franco. Já no final do primeiro tempo um lance causou polêmica, uma penalidade máxima a favor da Chape que não foi marcada por Ronan Marques da Rosa.

Com a vantagem no placar o Verdão do Oeste voltou a campo para o segundo tempo com um bom posicionamento na defesa e embora o Marinheiro tenha feito duas alterações estivesse com um volume de jogo melhor, quem chegou mais próximo de marcar novamente foi Verdão, porém as chances pararam sempre nas mãos do goleiro adversário.

Se a arbitragem já estava sendo questionada no primeiro tempo, a etapa regulamentar serviu para dar mais argumentos as reclamações da torcida e da comissão técnica. Após um pênalti claro sofrido por Wescley, que novamente não foi marcado pelo árbitro, o treinador Gilmar dal Pozzo foi expulso por reclamação pela primeira vez em sua história no futebol. 

Embora estivesse sem o comandante a beira do gramado o placar foi mantido e o verdão saiu com mais três pontos na conta, mantendo a 4ª posição do hexagonal.  A Chapecoense enfrenta na próxima rodada a equipe do Brusque fora de casa, para consolidar a recuperação e  selar de uma vez por todas a paz entre torcida, equipe e comissão técnica.


Ficha técnica - Chapecoense 2x1 Marcílio Dias

Chapecoense
Danilo, Fabiano, Rafael Lima, Alemão (Ednei – 20min/2ºT) e Bruno Collaço (Fabinho Gaúcho – 29min/2ºT); Wanderson, Diones, Abuda, Régis (Dedé – 39min/2ºT) e Wescley; Roni.
Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Marcílio Dias
Rodolpho, Diego Bispo, Toninho e Gustavo; Thoni, Serginho, Carlinhos Santos (Bruno – 21min/2ºT), Léo Franco (Harison – intervalo) e Locateli (Anderson Lopes – 34min/1ºT); Paulo Josué e Jones.
Técnico: Guilherme Macuglia

Gols: Régis (12min/1ºT, 26min/1ºT); Léo Franco (29min/1ºT)
Cartões amarelos: Fabiano, Bruno Collaço (C); Toninho, Gustavo(M)
Renda: R$ 36.930,00
Público: 3980 espectadores
Arbitragem: Ronam Marques da Rosa, auxiliado por Thiago Americano Labes e Priscila Cristina dos Santos.

sábado, 15 de março de 2014

Nem oito, nem 80

por Eduardo Florão

Nos últimos dias descobri, através da imprensa e também da torcida, algumas dezenas de  culpados  pela  má  campanha  da  Chapecoense  no  Estadual.  Confesso  que  procurar culpados me irrita um pouco. Não acho que seja culpa do técnico, nem da comissão, nem da diretoria,  nem  dos  contratantes,  nem  da  torcida,  nem  da  maioria  dos  jogadores  que  foram citados. É uma série de fatores que interfere na campanha. Não se erra propositalmente. Pode ser erro de planejamento? Pode. É? Não sei.

Claro que com o clube na série A, gostaríamos de um catarinense explendido. Contudo, em  2011,  quando  vencemos  a  competição,  não  alcançamos  nosso  objetivo  na  Série  C.  O mesmo aconteceu  em 2007. Campeões  catarinenses  e levamos laço na série C. Ou seja, a Chapecoense pode errar bastante no estadual que não significará que não atingiremos nosso objetivo no Brasileirão.

Daí  vai vir  alguém me  dizer “Eduardo, tu  tá sendo muito  brando”. Talvez. Precisamos corrigir nossos erros e o estadual escancarou eles. Ponto positivo. Chegaremos na série A com o  sinal  de  alerta  ligado.  A  humildade  característica  de  nosso  clube  e  torcida  precisa  ser resgatado antes da próxima competição. Que o balde de água fria, que por hora temos insistido em chamar de Campeonato Catarinense 2014, seja o suficiente para isso.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O time afrouxa, o coração aperta

Não foi por falta de alerta, não foi por falta de torcida, não foi por falta de sorte. Chegou um momento em que ninguém encontra explicação, ninguém consegue apontar um culpado. As rodadas passaram depressa demais, a reação não aconteceu, e de repente estamos nessa posição: encostando no rebaixamento. É verdade que nem tudo está perdido, ainda teremos alguns jogos pela frente, mas isso não tira o frio da barriga.

Nas redes sociais, torcida culpa o técnico Gilmar Dal Pozzo por escalar mal. Na coletiva após o jogo, Dal Pozzo passa o abacaxi para a diretoria de futebol, pois "é quem contrata". Em uma emissora de rádio, o presidente da Chapecoense afirma que "todos temos uma parcela de culpa". É complicado, mas Sandro Pallaoro pode ser o menos errado nesse cenário. Sim, pode ser que a torcida tenha apoiado pouco. Pode ser que o treinador tenha pecado ao insistir na titularidade de alguns jogadores. Pode ser que a diretoria tenha se esforçado pouco para contratar. Quantas outras hipóteses existem? Será que realmente nos cabe encontrá-las. Ao que sabemos, é possível que o problema tenha começado ainda em 2013, no jogo contra o Palmeiras.

O que vimos na noite de ontem em Ibirama é apenas um inchaço da ferida que se desenvolveu lentamente, no campeonato todo. Foram vários os jogos em que o diagnóstico era unânime: faltava caprichar nas finalizações, faltava se concentrar no jogo, faltava entrosar o time, faltava correr meia hora a mais por dia. Faltou humildade. O resultado dessa ausência é esse: fiasco, desavença com a imprensa, desgosto com a torcida, cara feia, desânimo.

Debocharam de quem sentia "cheiro de 2010" nesse time. Foi na partida em que Neílson entrou. A Chapecoense tinha outra cara, outro perfume, os comentários foram outros. Para quê? Duas derrotas se passaram e o desespero voltou a bater na porta.

Jogos como o do próximo domingo me dão esperança. Receberemos o Marcílio Dias em casa, ou seja, chance excelente para baixar a cabeça e jogar bola de verdade, vencer, soltar a forca do pescoço. E mais do que isso: ótima oportunidade para uma reconciliação entre time, torcida e imprensa.

Nós estamos no mesmo barco. E só remando juntos poderemos ser, de fato, muito mais que onze.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Campanha e discurso irritantes

Uma manhã de segunda-feira já é o suficiente para não se ter ânimo, mas com um tempo feio pra ca#@%#&, chuva e uma enorme ressaca de futebol, pedir empolgação é forçar a barra. Mesmo assim, pulei cedo da cama e fui cumprir com minhas obrigações.

Ainda tentando despertar, definitivamente, para a semana, preparei um café, quase tão amargo quanto a derrota de ontem, para me fazer companhia durante a leitura de um jornal. O que a maioria faz quando está de ressaca? Evita o que à causou. Isso mesmo. Tentei evitar, sem sucesso é claro, a leitura do caderno de esportes, é aí que entra em cena o famoso ditado, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Me deparo com declarações desanimadoras. A mais lamentável, em minha opinião, e que vou me ater neste texto, é a do Gilmar Dal Pozzo, “nós precisamos de solução, apontar o dedo é fácil. A situação da Chapecoense é esta, não podemos contratar neste momento. Precisamos dar moral para este grupo, se eu tirar quem é que eu coloco no lugar? Nas últimas seis partidas ganhamos cinco, fazia seis meses que não perdíamos em casa.”

Fico extremamente irritado com a conformidade no depoimento do nosso treinador, principalmente na última frase. Em outros momentos, exaltar a campanha e partidas anteriores era válido, mas não agora né Dal Pozzo, até porque nossa campanha é terrível. Já passou da hora de dar uma chacoalhada nesse elenco. Ocupamos a quarta colocação, no hexagonal da degola, e temos que ouvir discursos passivos como este? Ah tenha dó né. É hora de expor o grupo sim, para que entendam a gravidade da situação e joguem com mais responsabilidade. Times que não consideram o risco eminente de cair, por sua grandeza, acabam caindo.

A minha esperança é que essas palavras tenham sido usadas apenas externamente, porque se o clima no vestiário era o mesmo, podemos acender algumas velinhas e rezar para que o ano dos sonhos não se transforme em pesadelo logo no início.


Fonte: Diário do Iguaçu

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

E vamos ao hexagonal

Como se começa uma crônica depois de um jogo como esse? O que se fala de um futebol insuficiente desde o início da competição? Como acalmar uma torcida que se manteve incansável até agora? A primeira etapa do Campeonato Catarinense encerrou com muito mais perguntas do que respostas. A Chapecoense venceu o Brusque, mas a matemática nos castigou novamente.

"Inconstante" é uma palavra que descreve a partida da noite que passou ("fiasco" também é válida). É visível a mudança de ritmo do time no decorrer dos 90 minutos. A Chapecoense pisou sem firmeza por 42 minutos, sem concentração, sem ânimo, sem jeito - tanto é que o gol do Brusque veio em um apagão total do time. Porém, na marca dos 43, veio a explosão: dois gols em um minuto. O primeiro deles começou nos pés de Neném, que mandou rasteiro para Tiago Luís marcar no cantinho do gol. Segundos depois, na jogada de Régis, Fabinho Alves aproveitou e virou o jogo. Tudo muito bonito, mas o fogo apagou ainda antes de acabar o primeiro tempo.

O segundo tempo foi desesperador, de um futebol horrível por parte dos dois times. Nas raras vezes em que uma bola chegava ajeitada na área, faltava calma para finalizar, faltava desinflar o ego e botar a bola no chão. Lá no primeiro tempo, naqueles dois breves minutos de vida, o time mostrou que tinha capacidade e coesão para ter feito um bom campeonato desde o início. Não o fez por que não quis.

Ademais, faltou muito de cada jogador, pontualmente. Nivaldo e Rodrigo Gral são ídolos e merecem toda a honra possível, mas não estamos mais em tempo de admitir falhas tão graves. Fabiano e Neném me deixam em dúvida, ambos vem desempenhando um futebol muito irregular. Régis, que era a esperança dos dias vindouros, ficou sem espaço para se desenvolver. Ednei ainda não mostrou a que veio.

Ao final da partida, na coletiva de imprensa, Dal Pozzo parecia tranquilo. Sobre a disputa do hexagonal, afirmou que o time "caiu de pé e tem que encarar de frente". A calmaria do nosso gringo me deixa com a pulga atrás da orelha. Será que fazer um campeonato tão fraco é cair em pé? Vai ser nessa qualidade que vamos encarar de frente?

Voltamos a campo em uma semana, na quarta feira de cinzas, contra o Avaí, na Ressacada. Se agora não for o momento de rever o planejamento do clube, não sei qual será. E como sempre, nos resta torcer por uma recuperação o mais breve possível.

Ficha técnica: Chapecoense 2 x 1 Brusque

Data: 26 de fevereiro de 2014
Horário: 22h
Local: Arena Condá
Arbitragem: Rodrigo Dalonso Ferreira, auxiliado por Kleber Lúcio Gill e Neuza Inês Back.
Público: 4.520
Renda: R$ 47.480,00

Chapecoense: Nivaldo, Fabiano, Rafael Lima, André Paulino, Pirão (Rodrigo Gral), Wanderson, Diones, Neném (Ednei), Régis, Tiago Luis e Fabinho Alves (Dieguinho).

Brusque: Vanderson, João Neto (Iury), Cleyton, Néris, Gilton (Kiko), Roberto Lopes, Mazinho, Aldair (Leandrinho), Serginho, Eydison e Ricardo Lobo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Clima de decisão

E eis que chegamos à última rodada do primeiro turno! Que atire a primeira pedra quem não estava ansioso por essa partida, depois de oito jogos com o coração na mão. A rodada que acontece hoje decide quem disputará o G4 ou o hexagonal, separa os preparados daqueles a quem a sorte desfavoreceu. É verdade que a situação da Chapecoense não é a melhor, mas já não nos cabe apontar quem errou em quê. Agora é hora de torcer por uma vitória numérica, que nos coloque na classificação com um saldo bacana.

Para a partida de hoje, a Chapecoense pode contar novamente com o zagueiro-lateral Fabiano, que volta de um cartão vermelho. Enquanto isso, Bergson e sua lesão no tornozelo ficam de fora por cerca de 30 dias. Isso significa que, misericórdia senhor, Nenén continua titular, com Pirão fazendo companhia, meu Deus. Nos resta lotar a Arena Condá nesta noite e fazer figa pelo sucesso imaginação Dalpozziana.

Fora de campo

Este é oficialmente o novo "latão" da Chapecoense. De acordo com a assessoria de imprensa da Dicave, a primeira volta com ele será hoje, antes da partida contra o Brusque.

A Dicave, patrocinadora oficial do clube, presenteou a Chapecoense com esse ônibus plotado, revisado e com contrato de manutenção e revisão. Ou seja, museu pro querido latão antigo, e boas vindas ao Flecha, ao Colonão, ao Índio-móvel, ou como preferirem. Valeu, Dicave!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Leãozinho

Para desentristecer, leãozinho” cantou Caetano Veloso dezenas de centenas de vezes ao longo de sua carreira. Mas o fato é que se encaixa perfeitamente com a situação do Avaí ultimamente. Mais um ano enclausurado na Série B, ainda mais, aguentando uma carga de piadas dos rivais toda segunda-feira. No Catarinense uma campanha expondo suas fragilidades, mostrando uma fera ferida e que difícil mesmo é seguir os versos de Caetano e desentristecer, pelo menos por enquanto.

(Foto: IstoÉ Dinheiro)
Domingo é dia de domar o Leão? 
Mas para deixar o Leãozinho feliz a Chapecoense precisa de esforço, mesmo com a situação adversa no campeonato, já que o Avaí não conta o cérebro do time, Marquinhos e o “Moça eu não sei falar, coisas bonitas pra te conquistar, eu tenho só uma viola moça...”, Eduardo Costa, ambos suspensos. Além disso, há outro possível desfalque para os Avaianos, o volante Júlio César, com estiramento no pé.

Na Chapecoense há o clima de confiança, pelo menos por parte de William Arão. “Vamos nos classificar” garante o volante, mesmo precisando de duas vitórias e de possíveis tropeços dos concorrentes ao G4. A equipe parece procurar ainda um padrão de jogo, que funcione ao menos. Wanderson está fora, Arão é titular. Se Dal Pozzo preferir um time tão agressivo e agudo, quanto em algumas entrevistas do Verdão, escalará Fabinho, Régis e Thiago Luís.


São muitas as dúvidas. Talvez classifique, talvez não, talvez escale esse ou aquele jogador, enfim muitos “talvez” e poucas certezas. Mas o fato é que a Chapecoense precisa de vitória domingo, apenas. Se vai ou não conseguir a vitória, ninguém sabe. Em um campeonato onde Brusque e Metropolitano lideram dar uma de Mãe Dináh é sempre arriscado.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quem foi e quem vem

O Campeonato Catarinense está em plena atividade, e a Chapecoense já apresenta reforços e uma rescisão. O atacante Soares teve seu contrato, que encerrava ao final do Catarinão, descontinuado. O atleta já se apresentou no Vila Nova, de Goiás.

Já para os que reclamavam da falta crônica de laterais direitos na Chapecoense, acontece hoje a apresentação oficial de Ednei, vindo do Internacional por empréstimo até maio. Além dele, estreou no último jogo o volante Diones, emprestado do Bahia ainda em janeiro.


Nome: Ednei Ferreira de Oliveira
Apelido: Ednei
Posição: Lateral direito
Nascimento: 30/11/1985 (28), Brasília de Minas (MG)
Altura: 1,80m
Clubes anteriores: América MG, Itumbiara, Trindade (GO), Juventus, FC Mika (Armênia), Nacional MG, Rio Branco, Veranópolis, Internacional.



Nome: Diones Coelho da Costa
Apelido: Diones
Posição: Volante
Nascimento: 21/05/1985 (28), Timbiras (MA)
Altura: 1,78m
Clubes anteriores: Maranhão, Hercílio Luz, Bahia de Feira, Bahia.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Fator psicológico falhou novamente

Chegamos à sexta rodada do Campeonato Catarinense com o duelo contra o Criciúma, clássico catarinense, com mais uma derrota figurando entre nossos números e com novas críticas a erros genéricos. Restam apenas três rodadas para a divisão definitiva entre hexagonal e quadrangular. Preocupante, mas não irreversível - nem anormal.

Para enfrentar o Tigre, Gilmar Dal Pozzo povoou o meio de campo com mais movimentação e deixou Bergson mais à frente. O primeiro tempo foi de mais emoção, de jogo firme e equilíbrio entre as equipes. A Chapecoense apresentou consistência, mas pouca agressividade, o que foi decisivo diante de um time que conta com o maestro Paulo Baier. A falta de tranquilidade, aliada à qualidade questionável de alguns atletas, fez a diferença no fim das contas. Foi ainda no primeiro tempo o gol do Criciúma, que iniciou na cobrança de escanteio e terminou nos pés de Lulinha, de bicicleta, marcando o tento mais bonito do Campeonato.

Já o segundo tempo iniciou com substituição no intervalo, uma evolução e tanto por parte de Dal Pozzo. Fabinho Alves entrou no lugar de Wanderson, que apareceu pouco na primeira etapa. Nosso gol saiu bem no começo, aos 3 minutos, na cabeçada de Fabiano depois da cobrança de Wilian Arão. A empolgação diminuiu por parte dos dois times, e ficaram ainda mais claras as falhas que nos proporcionaram a derrota. Lá pelas tantas, nosso querido gringo desestabilizou o meio de campo colocando Nenén no lugar de Wescley. Quem diria, não?

A equipe da Chapecoense demonstrou uma falta imensa de concentração, de entrosamento, de 2013. Falta aquele elemento que mantinha a equipe unida e firme nos objetivos. Se nota que os jogadores jogam muito por si próprios. Será que esperam que sua estrela brilhe mais no time? Se for isso, bem, nenhuma estrela está brilhando de verdade. Em se tratando de time, não sei o que pode ter mudado tanto da temporada passada. Falta atenção no jogo, como nos dois gols perdidos de forma boba por Tiago Luis. O que me preocupa acima de tudo é isso, não a parca preparação física e a inconstância de Nivaldo. Falta de entrosamento é fatal.

Temos uma semana para admitir o desfalque emocional e corrigir o time em definitivo, para no final de semana encontrarmos o Avaí na Ressacada. Nos resta torcer.

Ficha técnica: Criciúma 2 x 1 Chapecoense

Data: 16 de fevereiro de 2014
Horário: 16h
Local: Estádio Heriberto Hülse, Criciúma/SC
Público: 9.017
Renda: R$ 111.320,00
Arbitragem: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Nadine Schramm Câmara Bastos e Eder Alexandre.

Criciúma: Galatto, Eduardo, Ronaldo Alves, Rafael Donato, Serginho, Everton, João Vitor (Maylson), Ricardinho (Gustavo), Lulinha, Paulo Baier e Lucca (Fernando Karanga). Técnico: Ricardo Drubscky

Chapecoense: Nivaldo, Fabiano, Rafael Lima, André Paulino, Fabinho Gaúcho, Wanderson (Fabinho Alves), Willian Arão, estreante Diones, Wescley (Nenén), Tiago Luis (Rodrigo Gral) e Bergson. Técnico: Gilmar dal Pozzo

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Para lavar o corpo e a alma

por Marlon Cordeiro

Em um jogo bastante pegado, a Chape recebeu o Atlético de Ibirama na noite desta quarta-feira (12), em partida adiantada da 7ª  rodada do Catarinense. Se para o Verdão o jogo valia a recuperação, para o Ibirama valia a liderança provisória. Neste contexto, a noite prometia um belo espetáculo.

Com uma mudança na equipe da última rodada, o Verdão entrou em campo com Tiago Luis no lugar de Wescley. O efeito foi positivo. O que se observou foi um time com postura diferente, tomando a iniciativa, jogando para a frente. Logo nos primeiros segundos de jogo, Nenén deu as boas vindas aos visitantes, com uma finalização que passou próxima a meta adversária.

A postura do time hoje fez relembrar alguns bons momentos de 2013. Foi possível ver a Chape jogando firme, com garra e determinação, e mostrando um bom volume de jogo. A recompensa saiu aos 20 minutos, com o segundo gol do Bergson no campeonato. E para quem imaginava que o time iria relaxar, uma bela surpresa: aos 26 minutos, Willian Arão chegou metendo a cabeça em uma bola alçada na área por Tiago Luis, estufando a rede adversária. Era o gol para lavar a alma e fazer as pazes com a torcida (sim, sou um otimista), que nesse momento aproveitava a tão esperada chuva que caía sobre Chapecó.

Em meio a um momento de alegria pela chuva e pelo resultado preliminar, veio um susto. Com uma bola alçada na área pelo time grená, e uma saída um pouco estranha do nosso são Nivaldo, Matheus Guerreiro fez a outra estrela da noite aparecer. Tal qual na semana passada, a trave salvara o verdão de tomar seu primeiro gol. O lance deu ânimo para o Atlético, sentimento que culminou em um gol de Guerreiro aos 46 do primeiro tempo. Restavam 45 minutos para segurar ou ampliar o placar.

A chuva trouxe um certo estado de torpor para a indiarada que lotava a arquibancada. O segundo tempo trouxe uma Chapecoense um pouco mais nervosa que na primeira etapa. E se de um lado aumentava nervosismo, do outro aumentava a audácia. Com algumas jogadas polêmicas (impedimento, bola tirada com a mão) o segundo tempo foi de um jogo aberto, com muitas faltas e bastante correria.

Aos 30 da etapa complementar o treinador do Alto Vale resolveu tirar o zagueiro Matozinho e colocar mais um atacante, Adriano. O resultado da investida surgiu aos 32 minutos: Guerreiro empatava a partida para o time grená, 2 x 2.

Ainda assim, quem jogava melhor era o Verdão, que rondava mais a área adversária. Depois de algumas investidas, uma linda jogada do Rodrigo Gral. Quando parecia que o lance ia para o fundo da rede, eis que a trave apareceu novamente trazendo junto a mão do zagueiro adversário (pênalti, não marcado). Já aos 39 minutos, após uma falta sofrida na direita e uma cobrança rápida, Fabiano chutou cruzado para a alegria da torcida presente na Arena, era o gol da vitória.

O resultado deu mais fôlego para o Verdão, que agora enfrenta no domingo os comedores de carvão lá em Cricíuma. Vamos para casa na vice-liderança do campeonato, com o coração aliviado pela sensação de melhora no futebol. Demorou, mas surgiu - que não desapareça mais!

Ficha técnica: Chapecoense 3 x 2 Atlético de Ibirama

Data: 12 de fevereiro de 2014
Horário: 19h30
Local: Arena Condá, Chapecó/SC
Público: 5.425
Renda: R$ 56.055,00
Arbitragem: Bráulio da Silva Machado, auxiliado por Ederson Lauschner e José Roberto Larroyd.
Gols: Bergson (20/1T), Willian Arão (26/1T) e Fabiano (39/2T), Matheus Guerreiro (46/1T e 32/2T).

Chapecoense: Nivaldo, Fabiano, Tiago Saletti, Rafael Lima, Fabinho Gaúcho, Wanderson, Willian Arão, Nenén (Fabinho Alves), Tiago Luis (Régis), Bergson e Rodrigo Gral (Pirão). Técnico: o poderoso Gringo

Ibirama: Maicon, Gesiel, Claiton, Jajá, Kappa, Venna (Edinho), Breno (Leandrinho), Rodrigo Couto, Cristian, Matozinho (Adriano), Matheus Guerreiro. Técnico: Giovani Nunes.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Péssima atuação, resultado excelente

Apesar de uma partida lamentável, a Chape obteve o resultado que nos mantem na briga pelo campeonato.

No lado da Chapecoense, os jogadores que iniciaram a 'peleia', válida pela quinta rodada do Catarinão, eram os mesmos da rodada anterior, mas o futebol apresentado não. Nos primeiros 10min o Verdão passou a impressão que faria um bom jogo, com troca de passes e jogadas pelas laterais. Foram apenas 10min. Na sequência, passes erados, pouca movimentação e bola na canela ditaram o ritmo. Pensei estar assistindo uma eliminação melancólica.

O fato de termos que vencer a qualquer custo também prejudicou. A insegurança era visível, dentro e fora de campo. A bola queimava no pé de muitos jogadores, e torcedores esbravejavam a cada erro. Após o árbitro encerar o primeiro tempo, a equipe foi para o vestiário ao som de vaias. Eu, particularmente, não as fiz. Não as fiz por ser da opinião que, durante os 90min, elas só pioram a situação. Mas não recrimino absolutamente ninguém que tenha vaiado. A atuação era horrorosa. Eu mesmo tive que fazer grande esforço para não soltar um 'UUUUUUUU'.

Os que fizeram sua parte foram os dois backs e o arqueiro. Nivaldo com defesas importantíssimas. Terceira partida consecutiva sem sofrermos gols, fato que vale ser ressaltado. Parece que nossa defesa sólida voltou, mesmo tendo corrido alguns riscos. Bergson, assim como a maioria, não vinha bem, até que em uma rara triangulação, acertou um chutaço de esquerda para a alegria e alívio da massa alviverde. Quem entra no grupo dos que se safam são dois que saíram do banco de reserva, Tiago Luis e o estreante Régis. Não foram brilhantes, mas o primeiro buscou o jogo, tentou algumas enfiadas de bola e finalizações, mesmo perdendo um gol cara a cara com o goleiro mostrou atitude. O segundo aparentou ter habilidade, velocidade e a tranquilidade que faltava aos demais, ficou de frente para o goleiro e esperou o mesmo definir um canto para, só então, finalizar no outro garantindo os TRÊS pontos. Pode ser o cara de criação que tanto necessitamos. Os dois ainda não estão em totais condições, mas acredito que, pelo menos um deles, deve estar entre os titulares na próxima partida. Em breve os dois.

Jogamos mal, parecia um time formado ontem. Sem entrosamento e sem criação de jogadas, mas os três pontos, que era o mais importante, vieram. Esperamos que a primeira vitória de confiança ao time para a sequência do campeonato e que o bom futebol também apareça, porque se continuarmos jogando assim, não chegaremos a lugar algum.

Tivemos duas baixas por lesão. Fabiano substituído, ainda no primeiro tempo, por Everton Silva que mais tarde viria a dar lugar para o Régis. Fabiano por uma pancada nas costas e Everton com lesão na coxa direita.

Ficha técnica: Chapecoense 2 x 0 Metropolitano 

Data: 09 de Fevereiro de 2014
Horário: 17h
Local: Índio Condá, Chapecó/SC
Público: 4.480
Renda: 4.670,00
Arbitragem: Ronan Marques da Rosa auxiliado por Kleber Lucio Gil e Neuza Inês Back
Gols: Bergson (30min/2ºT) e Régis (41min/2ºT)

Chapecoense

Nivaldo, Fabiano (Everton Silva/ depois Régis), Rafael Lima, André paulino e Fabinho Gaúcho; Wanderson, Willian Arão, Wescley (Tiago Luis) e Nenén; Bergson e Rodrigo Gral.
Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Metropolitano 

João Paulo, Paulinho (Edmar), Alexandre Carvalho, Júnior Fell e Juninho; Cacá, Everton Cezar, Cícero e Juliano Mineiro (Júlio Zabotto); Negreiros e Maurinho.
Técnico: Abel Ribeiro

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Complicou, ainda mais

Confesso que não está nada fácil escrever, hoje. Olhar a tabela e ver a Chape na lanterninha, rumo ao hexagonal final, não passava nem pela cabeça dos mais pessimistas, imagina pela minha, chega a ser constrangedor, mas vamos lá.

A melhora nestes dois últimos jogos é notória, principalmente no de ontem, contra o Figueira. Mas não o suficiente para alcançarmos a tão esperada e necessária primeira vitória. O time portou-se razoavelmente bem, não foi àquela maravilha, mas nem de longe lembrou as duas primeiras. Teve postura de time mandante, de quem queria vencer, marcação adiantada e muita pegada. Podemos criticar algumas coisas (muitas coisas), mas não foi por falta de vontade que os três pontos não vieram. Em anos anteriores, falaríamos: esse time logo engrena e estaremos no quadrangular final. O que não acontece num campeonato de tiro curto como este. 

Já o time da Capital, veio para Chapecó em busca de um ponto. Jogou na retranca. Fez cera. O que dificultou para entrarmos na área. A temida bola parada do Marcos Assunção assustou somente uma vez, prova que o rival pouco rondou a meta defendida pelo Nivaldo, pouco buscou a vitória. QUEM PRECISAVA DELA ÉRAMOS NÓS. 

Um dos piores em campo foi nosso lateral esquerdo, me atrevo a dizer que ele nem entrou em campo. O ataque pouco produz, entretanto, os menos culpados por isso são os dois atacantes. Nossa principal deficiência é a falta de um cara no meio de campo que de aquele passe diferenciado, que fala mesmo sem dizer uma palavra se quer: toma, vai lá meu filho, põe a gorducha para dentro. Ainda mais quando se joga contra um adversário com a postura de ontem. Ouvi muitos comentários que o Nenén foi bem. Tá, até que não foi uma de suas piores partidas, concordo. Movimentou-se bastante, tentou organizar o time, até ariscou de forra da área (antes não tivesse ariscado, chute lamentável). Mas ele é o cara responsável por este passe citado acima, se quer tentou, dava apenas passes laterais. O Wescley parece ter muito potencial, dá sinal que vai fazer uma grande jogada e nos decepciona milésimos de segundo depois. 

Mesmo com nossas deficiências poderíamos ter triunfado, tivemos duas chances, no primeiro tempo, sensacionais para isso. Se o Bergson tivesse ao menos 5% da calma do nosso ex-matador, aquela bola espirada, na marca do pênalti, certamente beijaria o barbante adversário. Na segunda, sinceramente não tenho certeza do que o Wescley quis fazer. Uma bela jogada ensaiada, de bola parada, na qual ele chegou no fundo e deu um 'pataço', não sei se quis fazer o gol, ou novamente faltou tranquilidade para erguer a cabeça e rolar para o  Gral que entrava livre, leve e solto para marcar. Já no segundo tempo, foi um festival de cruzamentos sem sucesso que consagraram o zagueiro Thiago Heleno.


O cenário é totalmente adverso. O Verdão tem que vencer, pelo menos, 4 das 5 partidas restante. Tarefa muito complicada, tudo indica que disputaremos hexagonal, mas ainda é possível. Se é possível, EU ACREDITO!

Agora é esperar a chegada do caça-rato Wykson, que deve se apresentar em breve.

Ficha técnica: Chapecoense 0 x 0 Figueirense 

Data: 05 de Fevereiro de 2014
Horário: 22h
Local: Índio Condá, Chapecó/SC
Público: 5.791
Renda: 56.085,00
Arbitragem: Célio Amorim auxiliado por Josué Gilberto Lamim e Helton Nunes

Chapecoense

Nivaldo, Fabiano, Rafael Lima, André paulino e Fabinho Gaúcho (Dieguinho); Wanderson, Willian Arão, Wescley e Nenén (Tiago Luis); Bergson e Rodrigo Gral.
Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Figueirense

Tiago Volpi, Leandro Silva, Nirley, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; Marcos Assunção, Wesley (Dudu), Rivaldo e Vitor Junior (Luan); Lúcio Maranhão (Ciro) e Everton Santos.
Técnico Vinicius Eutrópio 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Uma grata surpresa

Depois de duas rodadas deixando seu torcedor com o coração saindo pela boca, ontem a Chapecoense acalmou 2% da nossa ansiedade. Mesmo jogando contra o Joinville na casa do algoz, a equipe mostrou uma pequena, porém notável, evolução. Foi pouco, se considerar um contexto geral, mas já é possível perceber que há comprometimento na equipe.

Na arquibancada das redes sociais, Dal Pozzo já virou história e a Chapecoense vai disputar a divisão especial no ano que vem. Além disso, os especialistas do Facebook já fazem questão da cabeça de Cadu Gaúcho, por que onde já se viu esse time disputar o Brasileirão? Mas eu sou uma otimista irrecuperável e depois de acompanhar os colegas da imprensa e os impropérios disparados por torcedores em toda a internet, me vejo no dever de dar um conselho: calma, galera. Sim, se esperava um desempenho infinitamente melhor para uma terceira rodada, mas enfrentar o Joinville lá no norte e segurar um empate é algo a se considerar.

Em comparação aos dois jogos passados, a Chapecoense apresentou ontem uma leve resposta, uma reação que chega a passos lentos, mas chega. A partida não oscilou tanto de qualidade, e o time manteve um ritmo que se estendeu pelos 90 minutos. Porém, já se pode ver com muita clareza a série de fatores que tem culminado em nossa maré de azar. Mesmo minimizados, os problemas continuam os mesmos, e são de um peso terrível para um campeonato tão curto, que exige tanto de todos.

A Chapecoense continuou com pouco poder ofensivo dentro de campo. Na frente, a mudança de atacante não surtiu efeito: Bergson não é um mau atleta, prova de que o problema é mais para trás, na aguda ausência de um meia de ligação. Sem alguém qualificado para o serviço, vamos continuar com bons atacantes perdendo qualidade em função do isolamento na área. Na zaga, foi possível notar que a presença de Fabiano colocou ordem e diminuiu consideravelmente a bateção de cabeça, o que segurou de forma efetiva a pressão do Jec. Isso não significa que o problema esteja completamente resolvido, afinal a desatenção em lances simples segue complicada e complicando. Além disso, as substituições tardias continuam sendo de cortar o coração.

Teremos a seguir duas rodadas em casa, contra o Figueirense na quarta-feira e o Metropolitano no domingo. É o momento certo para que o time volte a acumular três pontos por rodada, além de uma ótima oportunidade para se reconciliar com a torcida. É possível que Gilmar dal Pozzo venha com uma nova surpresa, como foi contra o Joinville

Portanto, quarta-feira não tem desculpa para não marcar presença na Arena.

Ficha técnica: Joinville 0 x 0 Chapecoense

Data: 02 de fevereiro de 2014
Horário: 17h
Local: Arena Joinville, Joinville/SC
Público: 5.597 pgt
Renda: R$ 70.015,00
Arbitragem: Paulo Henrique de Godoy Bezerra, auxiliado por Kléber Lúcio Gil e Eder Alexandre.

Joinville: Ivan, Murilo, Bruno Costa, Rafael, Naldo, Welington Saci, Francis (Clebinho), Hygor (Willian Poppi), Marcelo Costa, Allex e Edgar Junio. Técnico: Hederson Maria

Chapecoense: Nivaldo, Fabiano, Rafael Lima, André Paulino, Wanderson, Fabinho Gaúcho (Pirã1), Dedé, Willian Arão, Bergson, Nenén (Tiago Saletti) e Wescley (Ronieli). Técnico: Gilmar dal Pozzo

sábado, 1 de fevereiro de 2014

De quebra, um silêncio nervoso

O assunto das torcidas organizadas em Chapecó é sempre uma ferida: sempre que alguém toca, outro alguém se dói. Há quem reclame do excesso de exposição, há quem escorce sobre a falta dela. Eu já fiz parte de uma TO e dentro dela passei pela transição de gerações, pela mudança de ideologia e vi acontecer metamorfose do cenário de uma forma geral.

Sou do tempo em que torcida organizada era sinônimo de poucos substantivos. Era festa, amizade e Chapecoense, apenas. Não se falava em ideologia, em aliados identificados pela articulação das mãos. Não se falava em azar ou sorte, nem sequer se pensava em ser a mais representativa da região. Nós queríamos fazer um esquenta antes do jogo, queríamos nos unir entre amigos que tinham em comum o amor pelo time. Ninguém colocava o nome da torcida antes do clube: se fosse pelo bem da Chapecoense, faríamos o que fosse preciso, mesmo que isso significasse abrir mão do nosso escudo.

Depois que me desliguei e pude ver o contexto de fora da organização, vi essa situação virar tendência entre jovens (muitos jovens muito jovens, diga-se de passagem) e a cada dia lamento mais. É um egoísmo que não tem fim. Ninguém se importa com mais nada. Por mais que tentem dizer o contrário, a práxis é outra. Tem membro de torcida organizada que ainda escreve "Chapecoence". Há um cabresto a despeito da cidadania, tem gente que vai para o estádio por que tem que ir, não por que gosta do jogo e do clube. Acho de uma tristeza imensa o que vem acontecendo de uns dois anos para cá: só se fala em ideologias egoístas, e já não há controle sobre quem veste a camisa e representa a TO. As organizações inverteram os valores.

O Gol da Chape sempre apoiou movimentos que colocavam a Chapecoense acima do estigma da torcida organizada. Eu ainda não fazia parte dessa equipe, mas me recordo da oportunidade em que o blog ajudou a Garra Independente a arrecadar centenas, milhares de rolos de papel higiênico, que quando atirados de cima da arquibancada formavam uma cascata espetacular, lembrada até hoje. É uma pena que tenha ficado no passado.

Sim, eu vim escrever esse texto com a intenção de defender a Barra da Chape, a qual tentaram silenciar no último jogo. Se achar babaquice, pode partir para o próximo veículo de imprensa, não importa. Vou falar do que vi e vejo pessoalmente, não do que os colegas comentaristas falam.

A Barra Brava trouxe para nossas familiares arquibancadas um canto despretensioso e anônimo. Coletando o que havia de bom nas barras Brasil a fora, o grupo não tem só um rosto ou só um nome. É uma união de interesses convergentes ao bem do time. Não existe uma camisa que a represente, uma cor, um chamado. A Barra está de braços abertos não só na teoria. Quem vem com a Barra, vem por que demonstra uma vontade genuína de fazer parte dela. É coração de mãe. Coração da nossa casa.

A Barra é aquela torcida que entra no estádio cantando e sai dele da mesma forma, revezando até no intervalo. As Organizadas podem vir contestar o quanto quiserem, e sei que virão. Banda de organizada toca a mesma música quatro vezes e troca. Canta trinta minutos e para. Se o humor do time muda, muda o ritmo também. Estou com a Barra Brava desde o início e ainda não vi acontecer nada disso. Vejo muito diálogo dentro da Barra da Chape. Pessoas com pés no chão, mais preocupadas em conhecer o próprio time do que saber quem são as alianças da "torcida adversária", e muito menos em desmantelar a rotina de outras torcidas. Eu sei e vocês sabem do que eu estou falando. Quando acontecem impropérios e combates em geral entre as organizadas, todos os líderes correm para a imprensa naquele mesmo esquema de "mãe, meu irmão me beliscou". Aliás, torcedor organizado adora criar um boato para se sobressair, adora dar o tapa e esconder a mão.

No jogo passado, contra o Marcílio Dias, o silêncio ficou até esquisito. Sem murga, sem pano, só com a voz. E que voz, p*a que pariu, ninguém mais tinha voz quando o jogo terminou. ISSO, meus amigos, é apoio incondicional, não aquela paradinha onde todo mundo senta e fica com cara de indignação.

A informação que recebi de várias fontes dava conta de que a Barra sequer foi convocada para a reunião entre as organizações e a Polícia Militar. Possuindo materiais similares aos das TOs, é essencial que a Barra e seu grupo de responsáveis também se adequem aos padrões de segurança. O que eu soube é que a Chapecoense sabia desse encontro e mesmo tendo contato com a Barra, não a avisou. Se há outra versão dessa história, peço encarecidamente que me informem. Isso só prova o quanto há vaidades em excesso em outras lideranças organizadas. De que custa se unir entre si? Por que temos adversários da nossa cor?

Dessa forma, sem obter a regulamentação de acordo com a PM e a FCF, a Barra entrou no jogo só com a cara e a coragem. A alegação das autoridades era de que as murgas provocam violência. Não sei em que mundo, visto que a Barra até agora é o único agrupamento de torcedores que não teve seu nome envolvido em discórdias. Podem me contestar, não há provas do contrário.

A Chapecoense está crescendo a passos largos, e não vejo a torcida evoluir no mesmo ritmo. Quando é que vamos tomar coragem de derrubar escudos e virarmos um só? Quando é que vamos esquecer os símbolos e focar nossa energia só na Chapecoense? Quando vamos parar de poluir nossa casa com frivolidades? Será que vai demorar muito para tomarmos como exemplo a fervorosa torcida do Criciúma? Eu espero que não.

Mal posso esperar pelo dia em que as torcidas organizadas descubram o significado da palavra "humildade".



PS. Aproveito para reforçar o que já falei inclusive no meu twitter pessoal: o Gol da Chape sempre está de portas abertas para movimentos genuínos e ações que beneficiem toda a comunidade Chapecoense. Foi criado inclusive um aplicativo na fanpage para divulgar e organizar excursões. É só vocês usarem.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Um bruto susto

A Chapecoense nos proporcionou uma boa dor de cabeça hoje no embate contra os velhos conhecidos Rodolpho, Thoni e Guilherme Macuglia. Quem esperava por uma recuperação diante do Marcílio Dias (vindo de um massacre diante do Avaí) saiu da Arena Condá batendo pé.

O primeiro tempo foi legitimamente desesperador. O marinheiro chegou segurando o Verdão exatamente no ponto frágil, o espaço aberto no meio de campo, antes dos alas. O time da Chapeconse começou querendo atacar, mas estava sem coesão e mal organizado, fator que neutralizou qualquer outra qualidade. O Marcílio aproveitou tudo isso e marcou o primeiro gol aos 13 minutos, com Baggio, em uma falha múltipla da defesa. Com o gol, o Marcílio ganhou espaço e não permitiu que a Chapecoense se desenvolvesse.

Fato inédito a substituição de Pirão por Wescley no primeiro tempo. Isso prova que Gilmar Dal Pozzo tem os pés no chão e tem muita noção de time. Se não utiliza essas características, são outros 500.

O segundo tempo foi mais agitado, com o time de volta à realidade e jogando com mais vontade. Foram pelo menos 20 minutos de pressão total, dentre os quais a Chapecoense pôde igualar o placar, ainda que com o gol contra do mesmo Baggio (#vejabem). Sem efetividade, o time tentava fechar as laterais. Na sequência, o Popeye teve um jogador expulso, e a equipe do Verdão acabou relaxando um pouco, perdendo a capacidade de ataque. 

A prova de que a recuperação é possível, basta querer, foi a recuperação no placar minutos após o Marcílio ampliar. Mas a Chapecoense não quis, apenas. Faltou o fator psicológico, faltou o foco na partida, a concentração em cada movimento. A equipe passa uma impressão imensa de pouco entrosamento entre os jogadores novos e da temporada passada. Se sente de longe o pouco diálogo entre os setores dentro de campo. 

Gostei da postura de Willian Arão. Tem espírito de grupo, característica que me recorda um pouco de Paulinho Dias. Tem capacidade total para ser titular por muito tempo ainda. Penso o mesmo de Wescley. Já Roni ainda não mostrou a que veio, fez pouco desde o primeiro jogo. Ainda tratando do ataque, Rodrigo Gral está absolutamente mal aproveitado. Gral tem uma qualidade impecável, mas jogando sozinho no ataque isso cai por terra. Falta, falta muito, um bom jogador de ligação, que faça a ponte entre os setores.

No final de semana, a Chapecoense encara o Joinville na Manchester catarinense. Tem elenco e tem potencial para se recuperar. Ou aproveita, ou vai levar um laço histórico. Quem viver, verá.

Ficha técnica: Chapecoense 2 x 2 Marcílio Dias

Data: 29 de janeiro de 2014
Horário: 20h30
Local: Arena Condá, Chapecó/SC
Público: 3,551
Renda: R$ 36.895,00
Arbitragem: Heber Roberto Lopes, auxiliado por

Chapecoense: Nivaldo, Rafael Lima, Everton Silva (Roni), André Paulino, Fabinho Gaúcho, Wanderson, Willian Arão, Pirão (Wescley), Nenén, Bergson (Soares) e Gral. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Marcílio Dias: Rodolpho, Gustavo, Baggio, Helton (Fabiano Silva), Thoni, Xipote, Serginho, Clebinho, Márcio Careca, Schwanke e Anderson Lopes. Técnico: Guilherme Macuglia

Gols: Baggio (13/1T e 12/2T), Denis (38/2T) e Rodrigo Gral (41/2T).