
Oliveira
Ele, é um dos jogadores mais vitoriosos da historia da Chapecoense, participou do auge e também do renascimento do clube, imortalizou a camisa 4 verde e branca, o pai do Guilherme e da Camila, Marcelo Fagundes de Oliveira – O ZAGUEIRO OLIVEIRA aos 38 anos é nosso entrevistado do GOLDACHAPE, conversamos com ele por mail, atualmente morando em Joinville, ele fala sobre sua passagem pelo Verdão, momentos e fatos curiosos de um dos maiores zagueiros que já passaram pelo Índio Condá.
GOLDACHAPE – Como você veio parar na Chapecoense? Quem te indicou pra cá?
OLIVEIRA – Eu estava com o treinador Juarez Vilela, disputando o campeonato paranaense em 1994 e ao término do campeonato, ele me indicou para a Chapecoense e eu aceitei o convite.
GOLDACHAPE – Você participou de um dos melhores times da história do campeonato catarinense, que foi a Chapecoense de 1995, qual era o grande segredo daquele timaço que encantava a todos?
OLIVEIRA – Não tinha segredo. O nível individual de cada atleta era muito alto, o plantel era qualificado, somado a união do grupo e a responsabilidade de querer vencer.
O grupo tinha um respeito muito grande a camisa da chapecoense e pela torcida.

Oliveira participou do fantastico time da Chapecoense em 1995
GOLDACHAPE – A final de 1995 certamente casou uma frustração em vocês por não terem ganhado o titulo, o que na sua visão faltou para ganha o titulo naquele ano? Malandragem? Falta de experiência?
OLIVEIRA – Realmente foi muito triste porque o time tinha tudo para vencer o campeonato, mas esbarramos no fator que todos sabem que foi a arbitragem.
As melhores oportunidades do jogo foram todas nossas, mas o juiz expulsou três jogadores do nosso time, e assim ficou difícil ganhar do Criciúma.
GOLDACHAPE – Você foi um dos permanecentes do time de 95 que ficou para 96, porque na época você decidiu ficar aqui?
OLIVEIRA – Decidi ficar porque gostei muito da cidade e do clube, todos me tratavam muito bem e numa conversa com o Plínio de Nez (patrocinador na época, dono do frigorífico Chapecó) ele mostrou interesse em comprar meu passe, e assim eu permaneci para disputar mais um campeonato.
GOLDACHAPE – Se não me engano em 96 numa partida contra o Criciúma, você tinha marcado um gol contra e depois marcou o gol da vitória por 4 a 3, raça e jamais desistir isso era o que você sempre levava contigo?
OLIVEIRA – Não foi gol contra, mas foi uma falha minha na zaga num gol do criciúma, eu escorreguei e saiu o gol.
Esse jogo foi um jogo dramático porque estávamos perdendo de 3×0 e conseguimos virar o jogo para 4 a 3 com muita raça. Quando fiz o gol, me lembro até hoje que me ajoelhei debaixo da torcida muito emocionado por ter me recuperado no jogo e ter feito o gol da vitória.

O gol de mão que Oliveira salvou no historico Joinville 3X2 Chapecoense em 29/06/1996
GOLDACHAPE – Oliveira, você esteve em um dos jogos mais fantásticos, polemico e inesquecível que SC já viu, que foi aquele 3 a 2 que o Joinville ganhou, teve gol anulado e tudo, você tirou a bola em cima da linha, o que tu pode falar daquele dia? O juiz estava querendo prejudicar a Chapecoense? Foi um jogo anormal? Foi aquele jogo que você viram esse time vai ser campeão?
OLIVEIRA – Na véspera do jogo, o arbitro João Paulo estava tomando vinho com o presidente do Joinville na época, onde todos viram pelas imagens da RBS. Antes de entrar em campo, já estávamos preocupados com essa situação e com essa “amizade” entre o juiz da final e os dirigentes do JEC. Era uma decisão muito importante para nós porque perdemos o primeiro turno em casa para o JEC, e esse era a única chance de ter uma final com eles. Foi um jogo muito difícil porque o JEC tinha um grande time e na hora que tirei a bola de cima da linha do gol, lembrei de 95 porque se aquela bola tivesse entrado, tinha acabado mais um sonho, não só meu, mas de toda uma torcida. Estava 3×2 e com esse resultado, nos classificaríamos para a final, estava já nos acréscimos quando o JEC bateu um escanteio e o bandeirinha invalidou o lance, mas o arbitro não viu e deu seqüência na jogada, onde saiu o quarto gol do JEC. Foi uma confusão muito grande, fomos questionar o juiz, e o mesmo anulou o gol, enquanto a torcida já comemorava o título. Outro fato curioso desse jogo foi a expulsão do Lúcio, que indignado, jogou 3 bolas para fora do estádio e disse para um policial não encostar nele senão iria quebrar tudo. Lembrando agora é até engraçado, mas no dia foi muito difícil.
GOLDACHAPE – Você não esteve no ultimo jogo da final de 96 aqui em Chapecó, mesmo assim você se considera campeão?
OLIVEIRA – Lógico. Estava de férias em dezembro, véspera de natal e estava ouvindo pela radio de Joinville e torcendo muito pela chapecoense. Considero-me campeão porque além de ter salvo aquele gol da classificação em Joinville, eu participei de todos os outros jogos, ajudei o time a estar na final.
GOLDACHAPE – Você voltou em 2002 pra cá em um momento que o time tava na segunda divisão, o Agenor Piccinin que te fez o pedido para vim pra cá?
OLIVEIRA – Sim, foi o Agenor Piccinin que pediu para eu ir para a chapecoense. Era um momento difícil que a chapecoense passava, mas conseguimos voltar para a primeira divisão, de onde a chapecoense nunca deveria ter saído.
GOLDACHAPE – O jogo contra o Kindermann, com o Índio Condá lotado, jogo que garantimos à volta a primeira divisão foi o grande jogo do time naquele ano?
OLIVEIRA – Todos os jogos foram importantes, mas esse foi mais, por ser o da final, foi o mais importante ainda porque tinham vários jogadores do Atlético Chapecó jogando no kindermann, e a rivalidade era muito grande. Com esse jogo conseguimos se sagrar campeão.
GOLDACHAPE – Na sua passagem pela Chapecoense, qual história de vestiário ou viagens que você vai lembrar pra sempre, aquele momento inesquecível?
OLIVEIRA – Teve muitas histórias, entre elas a do foguetório na final em 95, em criciúma, onde o capitão Itá saiu de pijama no meio da madrugada, gritando que estava armado e iria resolver aquilo, o Maringá mandou ele dormir e foi acabando a confusão. Outro acontecimento que lembro foi quando ganhamos a taça Plínio Arlindo de Nez, que quando foram procurar a taça, ficamos sabendo que o capitão Itá, embaixo de chuva, tinha levado a taça no túmulo do patrono na época Seu Plínio, que havia falecido a 3 meses. Fora essas histórias do Itá, tiveram outras histórias do Índio, como por exemplo, nos vestiários, que ele imitava o Batoré,, era muito engraçado. Aquele grupo, era um grupo muito divertido, nunca tivemos divergências e divisões dentro da equipe.
GOLDACHAPE – Com quem você mantêm contatos com os jogadores que foram seus companheiros aqui na Chapecoense?
OLIVEIRA – Ultimamente com o Zózimo, com o Paulo Rink, o João Carlos Maringá e o Cascavel. O restante do grupo eu tenho notícias, porém, pouco contato.
GOLDACHAPE – Do que mais você sente falta da Chapecoense?
OLIVEIRA – Sinto falta da cidade que é maravilhosa, e principalmente da grande torcida da chapecoense que tinha uma energia contagiante. A Raça Verde era uma torcida diferente de todas, e sinto muita falta desse período em Chapecó.
GOLDACHAPE – Oliveira gostaríamos de agradece pela entrevista, você que marcou seu nome aqui no clube com gols, muita raça e vontade, pra fechar queríamos que você deixasse um recado pra torcida da Chapecoense, falasse o que você quiser, muito obrigado.
OLIVEIRA – Eu que agradeço o carinho especial que a torcida de chapecoense teve e tem por mim, agradeço também a imprensa que sempre me apoiou. Atualmente estou trabalhando nas categorias de base do Joinville Esporte Clube, e jogando no futebol amador aqui da cidade, mas carrego comigo as grandes recordações da época que tive em Chapecó, inclusive quinta feira, dia 11 de junho, irei matar um pouco da saudade, pois estarei aí com as categorias de base do JEC. Deixo aqui o meu email para quem quiser manter contato: oliveirasports@hotmail.com.
Um abraço a todos.







8 de junho de 2009 | as 14:30
Fantastica entrevista
8 de junho de 2009 | as 14:56
Este jogava com raça e amor a camisa…
9 de junho de 2009 | as 10:43
Esse cara era CRAQUE, refinado toque de bola, sabia das coisas. Mas que tal a gravata do Oliveira ? Ta mais pra médico do que Boleiro. heheheh
9 de junho de 2009 | as 12:58
podiamos ir no jogo dos juniores ver e aproveitar pra prestar uma homenagem a ele… seria lega.
9 de junho de 2009 | as 19:12
Nós admiramos poucos jogadores q passam por aqui, mas esse poucos são pra sempre. Aqui se joga com raça, isso é que a torcida quer ver, e o Oliveira tá entre esses poucos jogadores.
11 de junho de 2009 | as 23:13
parabéns pela entrevista cara, ficou muito boa,
meu eterno ídolo!
13 de junho de 2009 | as 21:13
Grande entrevista com o Oliveira zaqueireço jogamos juntos em 1994 na Caçadorense e 1995 na grande Chapecoense timaço , ao ler essa entrevista matei um pouco a saudades daqueles tempos , parabéns pela entrevista , grande abraço a todos .
PIRILO ex-jogador do verdão em 95 eu nessa foto ai. rsrsrsr
13 de junho de 2009 | as 21:15
parabéns pelo site