

João Rodrigo
Apalavrado
João Rodrigo é o jogador que deve assumir a ala-direita da Chapecoense. Aos 25 anos, ele já defendeu as cores do Bangu-RJ (2003 e 2004), Vila Rio-RJ (2005), Metropolitano-SC (2006), Volta Redonda-RJ (2007), Avaí-SC (2007), Macabbi Ramat-gan, de Israel, na temporada 2007/08, Marcílio Dias (2008), Ypiranga-RS (2009) e Brasil de Pelotas-RS (2009). As negociações estão adiantadas. Na verdade, já há um acerto verbal. Pois é, acerto verbal. Isso, no futebol, não garante nada. Lembram-se do Thoni?
Que venha o João
A carreira de João Rodrigo é gerida pela agencia 90 Minutos, a mesma que no tratava dos interesses do atacante Rafael Rebelo, o qual saiu do Verdão sem deixar saudades. No site da 90 Minutos, constam as características do lateral: “agilidade, coberturas, cruzamentos perfeitos, destro, força física, habilidade, passe, passes longos perfeitos, técnica, velocidade, visão do jogo”. Nossa! O cara é um craque. Alheio aos costumeiros exageros das empresas que agenciam atletas, posso afirmar que João Rodrigo é um bom ala, a julgar pelas partidas que fez contra a Chapecoense.
Frustrante
A inauguração da segunda etapa da Arena Condá está programada para 25 de fevereiro, ou seja, com mais de um mês de atraso, já que a promessa era de liberar o local para o público em janeiro, no início do Estadual. A Copa do Brasil deve iniciar no dia 10 de fevereiro, assim sendo, a ala norte, que terá capacidade para cinco mil torcedores, ainda não poderá ser utilizada. Quem perde com isso é o torcedor e o próprio clube.
Finanças
O orçamento da Chapecoense para 2010 está estimado em R$ 3,5 milhões, com base nos patrocínios já firmados (e anunciados durante a Efapi), no convênio com a prefeitura (R$ 300 mil), na verba prometida pelo deputado Gelson Merísio (R$ 500 mil) e na receita atual proveniente dos sócios e das placas no estádio. Antes que nos deslumbremos com este volume, façamos uma conta: dividir este montante por 12. O resultado indica uma arrecadação mensal de R$ 291,6 mil. É uma cifra baixa para quem almeja a Série B. Para se ter uma ideia, o Caxias, um dos adversários do Verdão na próxima Série C, vai investir R$ 600 mil/mês em folha no torneio nacional.
É preciso algo mais
A Chapecoense já garantiu uma receita graúda através de patrocínios, convênios e subvenções, mas é preciso algo mais. Entenda-se por “algo mais” um quadro associativo expressivo. Hoje, a ampliação dos rendimentos do clube depende, quase que exclusivamente, de uma participação mais contundente do seu torcedor. A direção verde-branca, através do setor de marketing, precisa olhar para esse lado e aproveitar o fim de ano, período de aquecimento na economia, para divulgar intensamente o plano de sócios.
Para finalizar, quero agradecer ao pessoal do blog pelo convite e espero contribuir da melhor forma possível. Um abraço a todos!
Rodrigo Goulart – Editor de Esportes e colunista do jornal Diário do Iguaçu e membro da equipe Esporte Total da Rádio Chapecó.






