Quem poderia ofuscar o primeiro treino com bola de Bruno Cazarine, o artilheiro do Catarinense 2009 que voltou à Chapecoense? O goleiro Ricardo, que livrou a equipe da derrota para o Criciúma, na quarta-feira.
O jovem goleiro da Chapecoense fez defesas importantes e ainda defendeu um pênalti no último minuto. “É um jogo que eu nunca mais vou esquecer”, disse.
A exemplo de 2009, ele teve que substituir um dos ídolos da Chapecoense, Nivaldo, lesionado. Está certo que não venceu, mas pelo menos ficou nos 2 a 2. O resultado já serviu para elevar o moral do time, abalado pela má campanha. Ontem, Ricardo teve seu dia de rei. Foi o mais procurado pela imprensa. Tanto que, mesmo de chinelo, concedeu as entrevistas antes do trabalho de recuperação na piscina.
Em quatro anos de clube, já substituiu Nivaldo em mais de dez jogos. A atuação de quarta-feira coloca uma dúvida no técnico Mauro Ovelha.
“Agora temos dois goleiros no mesmo nível”, reconheceu o técnico, sobre a evolução do garoto de Palmitos, cidade vizinha.
A atuação ajudou a melhorar o humor do time. O técnico brincou com o assédio da imprensa ao jogador. “Menos, ele não está acostumado, deixa ele fazer pelo menos mais dois bons jogos”.
Cazarine, que dividiu os holofotes com Ricardo, pode ter condições de jogo já para a próxima partida do Verdão, contra o embalado Imbituba, que ainda busca a primeira vitória fora de casa.







