por: Nelson Kichel
A temporada de 2010 não começou bem para o Verdão. Fora da semifinal do turno do Catarinense, a Chapecoense aguarda o returno.
Enquanto isso, o Furação do Oeste se prepara para fazer sua estreia na Copa do Brasil, na Arena Condá, na quarta-feira da semana que vem, ou seja, dia 24/02/2010.
O adversário da Chapecoense – na primeira fase da Copa do Brasil – é o perigoso Brasiliense do Distrito Federal, Clube da série B do Campeonato Brasileiro.
O Jacaré, como é conhecido o Brasiliense, também começou mal o campeonato local, mas – com a chegada do técnico Roberto Fernandes – a equipe reagiu no certame, e já figura no G4, situação que garante – até agora – vaga no quadrangular final do Candangão.
O competente técnico Roberto Fernandes conhece muito bem o futebol catarinense, e conhece, também, a Chapecoense, pois – no ano passado – treinou o Figueirense no Catarinão e no Campeonato Brasileiro da série B.
Só para lembrar, no Catarinense do ano passado, depois de um primeiro turno medíocre, o Figueirense contratou o Roberto Fernandes, e a equipe fez um segundo turno de grande recuperação. Inclusive, naquele jogo polêmico contra o Figueirense na Arena Condá ano passado (returno), que terminou empatado 2×2, ocasião em que o soprador de apito Jefferson Schmidt operou a Chapecoense não dando a penalidade (e ainda expulsou o Cazarine), o técnico do Figueirense era Roberto Fernandes.
Então, o Verdão vai enfrentar um Brasiliense bem armado, com grande disciplina tática, forte na marcação, muito bem postado taticamente no gramado, e num esquema tático que povoa o meio de campo.
Só para ter uma ideia, a equipe base do Brasiliense é a seguinte: Guto, Marcos Aurélio, Ailson, Cesar Gaúcho, Thiaguinho, juninho, Pedro Ayub, Iranildo (Rodriguinho), Edinho, Vanderley (Ricardinho), Bebeto (Chimba).
O Brasiliense é uma equipe experiente, com grandes atletas, como Marcos Aurélio, Edinho, Iranildo e o goleador Vanderley . Na verdade, todos esses jogadores têm passagens por grandes Clubes. Ainda, Pedro Ayub e Bebeto são jogadores conhecidos do público catarinense, pois já jogaram, respectivamente, no Brusque e Avaí, em anos anteriores.
Olhos bem abertos: o Brasiliense, mesmo na Arena Condá, será um adversário muito difícil.
TÉCNICO SUCA E A NOVA FORMAÇÃO TÁTICA DO VERDÃO
Olha, mesmo com muita chuva antes da partida e durante boa parte do primeiro tempo, fui assisitir ao jogo do Verdão contra o Joinville no sábado passado, na Arena Condá.
O público presente no Estádio foi superior a três mil torcedores. Foi um bom público, levando-se em conta as condições do tempo naquela tarde.
Nesse jogo, o torcedor ficou mais animado com a atuação do Verdão, houve melhoras, inobstante o empate.
O abandono do esquema 3-5-2 foi providencial para essa melhoria de postura da equipe em campo. O Verdão não tem jogadores para atuar, de forma eficaz, nesse sistema de jogo. Não houve reposição das perdas sofridas após a série D.
O esquema tático 4-5-1, empregado pelo novo treinador a maior parte do tempo, deu mais volume de jogo no meio de campo, e maior estabilidade e segurança para a zaga; porém, sem grandes emoções no ataque, pois faltou ofensividade.
No esquema tático 4-5-1, os laterais João Rodrigo e Aelson guardaram posição na defesa, renderam pouco, não apoiaram, mesmo sabendo que a proposta de jogo do Joinville era defensiva desde o início do jogo, para obter o empate. Os dois zagueiros utilizados Filipe e Rafael Morisco jogaram para o gasto; não comprometeram. No meio de campo começaram o jogo: Basílio, Luiz André, Steve, Neném e Luciano Ratinho.
Basílio teve boa movimentação, bom na cobertura, porém pésssimo na distribuição de bola (muitos passes errados). Inclusive, o gol do Joinville resultou de um passe errado do Basílio no campo de ataque da Chapecoense, ao distribuir errado uma bola, ele armou o contra-ataque do Joinville que em três ou quatro toques rápidos chegou ao gol, de forma fulminante. Luiz André foi a figura mais apagada, decepcionante, no meio de campo da Chapecoense, não conseguiu se impor técnica e fisicamente aos adversários, sempre mal colocado no lance e perdendo a disputa de bola. O cara está irreconhecível. Dá impressão que ele está esgotado, mal fisicamente e sem tempo de bola. Steve, enquanto teve fôlego, jogou bem. A dupla Luciano Ratinho e Neném, jogando ou atuando juntos, dá impressão que, com mais entrosamento, vai dar muitas alegrias ao Verdão. No ataque, Waldison muito marcado e isolado. É o melhor atacante do Verdão.
Porém, com as modificações processadas pelo técnico Suca na segunda etapa de jogo, saindo Steve e João Rodrigo para as entradas, respectivas, de Badé e Tuto, a equipe do Verdão ganhou mais presença no ataque, tanto que abriu logo o marcador, com o gol de Waldison, e continuou pressionando para ampliar o marcador. Entretanto a alegria do torcedor do Verdão durou pouco. Num contra-ataque fulminante, após erro de distribuição de bola de Basílio no miolo de ataque do Verdão, o JEC empatou a partida.
A partir daí, o Verdão lançou-se ao ataque de vez, tentou fazer o gol da vitória de qualquer maneira, porém pecou muito no ataque, com sucessivos erros de passes e de finalização dos atacantes.
O atacante Tuto, lamentavelmente, matou todas as jogadas do Verdão no ataque. O jogador tem problema sério na condução de bola, no controle de bola, na distribuição de bola (erra muitos passes), sempre muito afoito, afobado, corre desorientado, desgovernado, e sem inteligência. Falta a mão, a intervenção do técnico, para corrigir isso. O jogo acabou empatado. Ainda, Tuto não gostou das críticas da torcida no final do jogo, fazendo gesto obceno. Lamentável a atitude do jogador, que foi hostilizado. Para honrar a camisa do Verdão, ele precisa começar a jogar futebol, caso contrário não se justifica o investimento e a manutenção desse atleta.
Depois desse jogo, ficou patente que a mudança do esquema tático por si só ajudou (foi importante), mas não é tudo, é preciso mais, é preciso que todos os jogadores se esforcem mais, para que os resultados positivos aconteçam, pois o futebol é um esporte coletivo. Se os resultados favoráveis não estão vindo (não aconteceram ainda), é porque o somatório dos esforços individuais não foi suficiente para as vitórias.
Tenho certeza que o técnico Suca, nesta semana de folga que tem para trabalhar a equipe, antes da estreia na Copa do Brasil, irá treinar à exaustão, escolher os melhores jogadores, optar pelo esquema tático compatível e dar um padrão de jogo ao Verdão, para superar o Brasiliense.
ESTREIA NA COPA DO BRASIL. NOVA MOTIVAÇÃO PARA O VERDÃO EMBALAR
Por fim, para apagar a péssima impressão deixada no primeiro turno do Catarinense, espera-se que o Verdão inicie vida nova, plena de sucesso na Copa do Brasil e que todos os erros cometidos – até agora – no Catarinense fiquem para trás, sejam superados, e levados ou lembrados apenas como aprendizado, para que nada de errado aconteça doravante.
Além de tudo, é necessário que o empenho individual de cada jogador seja maior, seja redobrado, para que o somatório do esforço individual de cada jogador seja suficiente para a conquista das vitórias daqui para a frente na Copa do Brasil e no Catarinense.
Há muitas razões para se depositar plena confiança neste grupo do Verdão, pois a equipe conta com novo técnico, e mais as contratações do Bruno Cazarine e do Luciano Ratinho, reforços muito importantes.
Acredito, sim, na vitória do Verdão contra o Brasiliense e que seja por um placar confortável, para garantir tranquilidade e segurança no jogo de volta, que será na Capital Federal, no Estádio Cerejão (Boca do Jacaré), em Taquatinga.
Boa sorte Verdão!






