A foto é da apresentação do projeto “Operação Série B”, realizada durante a Efapi 2009, quando a participação do clube na Série D sequer havia encerrado. Na ocasião, o diretor de futebol Jandir Bordignon anunciou, além da contratação de Tuto, que o lateral-direito Thoni voltaria ao Oeste. Não veio. Voltando ao retrato, o “objetivo” está próximo de ser alcançado. O torcedor se sente traído, com razão.
Racha na cartolagem
O pseudo-futebol que o time da Chapecoense apresenta no Catarinão 2010 é um sintoma de grupo desunido. Mas será que o problema de relacionamento no clube é exclusividade dos jogadores? A julgar pelas declarações do Sandro Pallaoro, o braço direito do diretor de futebol Jandir Bordignon, a direção verde-branca também está rachada. “Dentro da diretoria tem bastante gente sem vergonha, que fica trabalhando por trás, fica agitando, contratando jogadores, falando as coisas e mandando. Os caras têm que ser homens e falar na frente”. Palavras de Pallaoro após o jogo de sábado.
Uma várzea!
Com certeza, quem assistiu aos lances de Juventus 3×0 Chapecoense ficou revoltado. A facilidade com que a fraca equipe de Jaraguá do Sul entrava na área lembrou um jogo da segunda divisão do campeonato maranhense de 2009 que ficou marcado pela suspeita de “marmelada”. Nos dez minutos finais, o Viana fez nove gols e venceu o Chapadinha por 11 a 0. A zaga do Verdão está tão meiga e ruim quanto à do tal Chapadinha. Isso que por aqui a folha de pagamento suplanta os R$200 mil. Lá, o regime é semi-profissional.
Velho conhecido
Guilherme Macuglia, o novo técnico da Chapecoense, é um velho conhecido nosso. Já treinou o Verdão duas vezes. Na primeira, em 2000, com um grupo modesto, tirou o time das últimas posições e terminou o Catarinense com dignidade. Na segunda, em 2006, também com um elenco mais ou menos, chegou à semifinal da Divisão Especial e perdeu para o Joinville. Alguns de seus feitos: o título da Série C 2006 pelo Criciúma e a classificação à semi do Paulistão 2008, dirigindo o Guaratinguetá. Já treinou agremiações de grande porte. No mês passado foi demitido do Náutico. Tem um bom currículo. Esperamos que Guilherme Macuglia seja o profissional certo para acabar com o “inferno” que virou o vestiário verde-branco
Dúvida
Sou leigo nessa questão e pergunto: “Existe justa causa no futebol?” Se algum advogado puder me responder, agradecerei. Discorro sobre o assunto pelo fato de que a diretoria da Chapecoense não mediu esforços para dar condições de time grande aos jogadores. Como se diz na gíria, os atletas são tratados “a toddy e pão de ló”. Não há do que reclamarem, mesmo assim, o rendimento em campo é nefasto e acontecimentos piores têm acontecido fora das quatro linhas, conforme o blog vem noticiando. Para efetuar dispensas, os dirigentes precisam pagar a multa rescisória. Nesse caso, o jogador nunca fica no prejuízo, já o clube…








