
O fantastico time de 1995
Um tópico criado na comunidade da Chapecoense traz histórias contadas pelos torcedores que viveram aquele tempo inesquecivel da historia do Verdão, para você torcedor que é da nova geração vale a pena ler e se emocionar com a simplicidade e determinação que o time tinha, época em que os times da capital não faziam força ao futebol do interior do estado:
TIKÊ – O Catarinense de 1995 foi épico. Teve Criciúma x Chapecoense 8 vezes no mesmo campeonato.
Num jogo era o Criciúma que ganhava, no outro a Chapecoense (com Paulo Rink como jogador). Na final do primeiro turno, a Chapecoense venceu o Criciúma em Criciúma, mas na volta o Criciúm,a venceu com o um gol no final na Chapecoense, e depois vencendo na prorrogação também.
Na final do segundo turno deu chapecoense. Empate em Criciúma, empate em Chapecó no tempo normal, e empate na prorrogação… havendo 3 expulsões do Criciúma, e mais 2 para a Chapecoense.
E na final mesmo. Chapecoense botou 4 a 1, e na volta deu o Criciúma venceu com um jogo para infartar as duas torcidas. Não contava saldo de gols, por isso o Criciúma levou o jogo para a prorrogação vencendo por apenas 1 x 0, e tendo a vantagem do empate no tempo extra.
O jogo, como todos os outros entre os dois times em 1995, houve brigas entre jogadores, expulsões, técnico xingando o juiz, e tudo mais.
No final deu Criciúma campeão de 1995. Mas tanto um time quanto o outro mereciam ganhar o campeonato. Me lembro que foi um campeonato muito duro(torcedor do Criciúma), tinha medo da Chapecoense.
No entanto, essa rivalidade só esteve no ano de 1995 mesmo. Até tem umas rivalidades e tal, mas só porque são dois times de SC.
fonte: futebolalternativo
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EDUARDO - Isso mesmo.
A Chapecoense era tão pequena, que não era acostumada a decidir titulos, na final do turno, mesmo vencendo la, e com o estadio CHEIO no segundo jogo, dava-se para escutar sentado das cadeiras os narradores narrando o jogo (não pelo radio, e sim a voz deles).
Não parecia um estadio de futebol, parecia sim um velorio de tanto silencio.
Agora, na finalissima, no jogo dos 4 a 1, ja tinhamos ate torcida organizada (Furacão Jovem, antecessora da Raça Verde), e o estádio estava demais, inclusive depois do golaço de bicicleta do Indio.
Detalhes do jogo da final, teve mais ou menos 2500 torcedores da chapecoense em Criciuma; Pedro Paulo levou um franfo epico; Nei “se vendeu” e não jogou nada, e aós a terceira substituição o mesmo “sentiu uma lesão”; Nesse momento já estavamos com um a menos; Antes do jogo, um diretor da Chapecoense foi levar um “presetinho” para o Juiz, e ao entrar no vestiario, estava saindo um diretor do Criciuma, e esse diretor da chapecoense, apos recusa do “presentinho” atravessou o campo todo com o valor (que de cabeça não me lembro quanto era), dentro da cueca (sim, dentro da cueca, os politicos atuais não inventaram isso não), e veio na arquibancada onde falou para o então presidento Nilo Traesel que o juiz já estava comprado.
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KENI - Lembro bem dessa época. Até fui na final la em criciúma. Nunca na história do verdão teve tantos ônibus indo pra um lugar, levando a torcida. Lotamos todos os espaços reservados.
Vou completar 3 décadas esse ano
Me lembro como se fosse hoje. O torcedor do verdão que estava do meu lado, que tinha consigo um rádio (Não esses radinhos de hoje), mas sim um rádio grande, acabou pegando o rádio e jogou nos gandulas, que no final do jogo vieram nos provocar. Quase deu na cabeça do vivente.
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GILSOM – Melhor Campeonato que vivi, tirando a perda do Titulo.
Nei, Marquito, Indio, Paulo Rink jogavam muito.
Pirilo sempre entrava no segundo tempo e incendiava o jogo.
Ivair no meio campo tbm jogava muito, o saudade daquele time.
Camisa Verde da Chapeco em um tempo e a Branca do Piazza no outro tempo.
Na minha opiniao duas falhas do Pedro Paulo nos tiraram o campeonato, o frango na final em criciuma e outra falha contra o figueira em floripa e nos tirou a vantagem de jogar a grande final em casa.
Lembro como se fosse hoje daquela final, assisti pela TV.
Inicio de jogo e o cuzao do Dolmar Frizon chega no mestre Vicente Arenari e diz:
” O criciuma vem pra cima Vicente”. Ele com toda calma que era peculiar responde:
“Espero que venha”. hehehehe, esse era o espirito daquele time, nao importava as circunstacias, o negocio era atacar e fazer gol, infelizmente por tudo que jah foi dito aqui e outras cocitas mass, naquele jogo nao fez gol.
Falaram do Nei jogando a camisa para torcida, lembro bem desse filha da puta saindo e arastando a perna direita (migueh) e jogando a camisa na torcida, uma semana depois tava em criciuma se apresentando.
Puta merda que epoca massa que era, sem net orkut e afins. hehehehe
Mas uma coisa era certa, aquele time nao merecia perder o titulo, pra mim o melhor que vi jogar.
Emociona muito lembrar 95.
Ah… acho que to ficando velho tbm.
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LUIGI – Foi o maior deslocamento de torcida que houve no Sul do Brasil.
Na estrada, mais de 40 ônibus sairam juntos, era lindo de ver.
Na chegada em Criciuma, a cidade parou nas janelas pra ver a nossa caravana chegando, e depois do desembarque, olhar para trás era fantástico… uma massa muito foda de gente dominou criciuma.
Uma pena o triste frango do PP e a amarelada do Paulo Rink.
Eu estava lá, fui no ônibus 32!
=)
Iria denovo, mesmo sabendo q iriamos perder, foi muito legal!
Pra mim até hoje, o maior clásico do Verdão é contra o Criciúma!
Foram os jogos mais emocionantes e disputados que eu me lembro. Foram uns 3 anos de Verdão e Criciuma se pegando em fases decisivas e jogos importantes.
Não esqueço as clássicas mesas redondas da Record, com o Ivan Carlos entrando por VT pra discutir com os manezinhos, e dai eles tiravam o som dele e ficava ele só esbravejando do outro lado!
Ou da narração do Ivan Carlos de outra final (talvez de turno), acho q em 95, nos ultimos minutos:
“São quase 20 anos sem título, os jogadores comemoram, a torcida está em festa só falta o juiz apitar, lá vem o Criciuma para o ataque, chutou… (silêncio) q maldade…que maldaade!!! Gol do Criciuma!!”
hehehehehe
Foram tantas emoções!
O Manezinho, acho q Miguel Livramento, batendo na mesa indignado: “O Avaí nããão está em crise!!!O Avaí nããão está em crise!!!”
Curiosamente quando a Chapecoense foi campeã, eles ficaram sem sinal do Oeste, e o Ivan Carlos não pode participar do debate.
Realmente, como se fossem bêbados discutindo numa mesa de bar.
Eram jornalistas, mas bem definidos. Um torcedor do Avai, outro do Figueira, outro do Criciuma e outro do Blumenau se não me engano. E o Ivan Carlos no monitorzinho. hehehehehe
Lembro de outro episódio em que os jogadores do BEC estavam sem receber, não tinham dinheiro nem pro almoço, dai a Chapecoense pagou pra eles, dai de noite no programa tinha jogador lá chorando, agradecendo ao verdão e tudo mais.
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MACHINA – As clássicas mesas redondas na TV com o Ivan eram sensacionais. Numa época que a nata do jornalismo esportivo discutia como bebados num boteco, cortavamo o som e não admitiam sob hipotese nenhuma que os “grandes” da capital eram apenas coadjuvantes.
Trio de ataque… jogando em casa no 4×3x3 e dando sufoco sempre, quase não perdendo e ganhando dos maiorais aqui e comendo pelas beiradas.
O Ivan Carlos era o CARA que motivou a galera naquela época. Talvez na melhor fase da carreira de narrador (e ainda longe da politica), com a chapecoense com o melhor time que eu vi jogar (acompanho o verdão desde 85) mas com uma defesa que provou ser um calcanhar de aquiles. Pedro Paulo queime no inferno seu desgraçado.
O time indo viajar de avião pela primeira vez na final e tendo privilégios como nunca tiveram (badalação, mídia estadual)
Tempo em que a torcida mandava recado diretamente para os mau agradecidos da região (né Dolmar Frizon Filho da Puta?)
Bons tempos.






