O maior vexame da história verde-branca
Nunca, ou pouquíssimas vezes, a Chapecoense ingressou num campeonato estadual na relação dos favoritos ao título. Até mesmo a imprensa do Litoral, em sua maioria, esquecera do rótulo “os quatro grandes” e passou a potencializar a expressão “os cinco grandes”. O Verdão arrecadou mais de R$1 milhão em patrocínios no uniforme, recebeu dinheiro dos poderes públicos municipal e estadual, ampliou o seu quadro de sócios, aumentou o número de placas no estádio. Enfim, somente cresceu. Uma parceria com a Oceanair possibilitou que o elenco viajasse de avião, acabando com os desgastes de viagem. Esperava-se que, ao final do Catarinão, víssemos o torcedor comemorar na Getúlio Vargas. Ledo engano. Testemunhamos cenas de tristeza, decepção e revolta.
A falta de pulso foi crucial
O inesperado rebaixamento provém de uma sucessão de erros no clube, dentro e fora de campo, mas o cerne foi a falta de comando. Desde as primeiras rodadas notou-se algo de estranho no grupo de atletas. A imprensa, que para alguns também têm culpa no cartório, e a própria torcida alertavam para isso. Nem diretoria, tampouco o técnico Mauro Ovelha tiveram peito para afastar os descomprometidos. O treinador foi demitido, insistiu em dizer que não havia problemas internos e deixou Chapecó com uma gorda multa rescisória. Veio Suca, mas a inércia se manteve. Ele também saiu e acabou vindo Guilherme Macuglia, que passou a vassoura no vestiário. Porém, chegou tarde demais.
Contratar também fora de campo
Recursos não faltaram para a direção de futebol. Nunca teve tanta verba para se trabalhar, para montar um elenco. Penso que está na hora da diretoria profissionalizar de vez o departamento de futebol, ou seja, contratar uma pessoa que se dedique inteiramente à montagem do plantel. É inadmissível que um clube que mira uma Série B não tenha um profissional remunerado nesta área. Conta apenas com o suor de voluntários.
Calendário enxuto
A Chapecoense ficará todo o primeiro semestre sem calendário, a não ser que consiga vaga para a Copa do Brasil. Serão seis meses na míngua, na inércia, no ostracismo… enfim, um baque para uma agremiação que visa o crescimento. Aliás, uma pergunta que fica no ar: haverá virada de mesa? E você leitor, acredita nisso?
Novo blog
Convido vocês a visitarem o meu blog, criado nos últimos dias. O endereço é rgesportes.blogspot.com. Desde já agradeço a participação. Um abraço a todos!






