27 de março de 2012 | 03:13 pm Publicado por: Marcelo Júnior
Parecia um reality show. Zagueiro Souza, da Chapecoense, estava ao vivo em um link em um programa de esportes ao meio-dia. Quando surge a informação “urgente” na emissora que ele havia sido suspenso preventivamente pelo TJD com 30 dias de suspensão pelo lance em Héber, do Figueirense, no último domingo.
Suspenso em um lance que Zé Acácio da Rocha não deu falta e principalmente, sem que o jogador e a Chapecoense tenham tido a oportunidade de se defender perante aos auditores do Tribunal.
Até segunda ordem, isso cheira a uma baita “fazeção” de média. A pressão violenta de setores da imprensa da Capital fez o TJD, que nunca foi nenhum primor de rapidez, agir e suspender o zagueiro à revelia menos de 48 horas depois do fato. Isso só acontece em caso de doping, que é uma circunstância completamente diferente.
Eu não vou entrar aqui no mérito se foi falta ou não, se houve maldade ou não. Isso é outra história. Mas tanta rapidez, conjugada com o fato do jogador não ter oportunidade de se defender torna tudo muito estranho.
E além do mais, o tribunal entra em outra contradição: ao condenar Souza em um lance que Zé Acácio sequer deu falta, ele está passando por cima de uma decisão de campo e ainda considerando que o árbitro foi displicente na não anotação do lance. Aí fica a pergunta: haverá punição a Acácio? Até agora, não saiu nenhum comunicado com tanta rapidez.
Fonte: Rodrigo Santos
O zagueiro Souza da Chapecoense foi punido preventivamente pelo TJD por 30 dias, em virtude da lesão do atacante do atacante Héber do Figueirense. O lance ocorreu no último domingo, no estádio Orlando Scarpelli.
É um fato inédito no futebol catarinense. O mais incrível de tudo isso, é que na referida jogada, nem a falta foi marcada pelo fraco árbitro José Acácio da Rocha. Na sequência, apenas o lateral foi anotado para o alvinegro. Já emiti a opinião de que nem falta foi. No máximo um acidente infeliz de trabalho que vitimou o jovem atacante Héber do Figueirense.
Esse afastamento preventivo do Souza comprova que o tribunal agiu sobre pressão de alguns setores da imprensa local.
Acompanho diariamente Avaí e Figueirense, porém afirmo com toda certeza, que se o zagueiro fosse da dupla Avaí e Figueirense, nada teria acontecido. Basta lembrar que na semana passada, o tribunal inocentou o atacante Aloísio e o Túlio do Figueirense, assim como também livrou Arlan do Avaí e o próprio clube da Ressacada, aplicando apenas uma simbólica multa sobre os lamentáveis incidentes de agressão depois do clássico.
Fonte: Fábio Luiz Machado






