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Coluna Rodrigo Goulart 01.03.2010
1 de março de 2010 | 02:21 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Aproveitamento pífio

A Chapecoense amassou o Atlético de Ibirama, mas não venceu e continua amargando a vice-lanterna do Catarinão 2010. Há quatro rodadas povoa a zona do rebaixamento. O Verdão fez um bom jogo ontem? Fez. Porém, o insuficiente para marcar um mísero gol que lhe daria três pontos fundamentais. E que ninguém venha com essa história de que jogou melhor e merecia ganhar. Se não houver qualidade no acabamento das jogadas fica difícil, quase impossível, triunfar.

Jogou para empatar

O Atlético voltou para a pequena e calorenta Ibirama de consciência tranquila. Afinal de contas, alcançou o seu objetivo. O desígnio na Arena Condá era não perder. E nesta proposta demonstrou inteligência e rendimento. Gelson Silva congestionou o meio-de-campo para evitar que Luciano Ratinho e Neném organizassem jogadas de infiltração. Nas alas, executou uma marcação tradicional, nada distinto. Entretanto, com Roni fora de ritmo e Mazinho improvisado, a Chapecoense se tornou fraca pelas laterais. Badé e Aelson fizeram falta.

Retrancão

O Atlético permitiu que a Chapecoense rondasse a sua área. E só. Luciano Ratinho e Neném giravam, giravam, giravam… e paravam na marcação. Vez por outra arriscavam chutes de média e longa distância. Foram raras as vezes que o Verdão penetrou na área atleticana – prova de que a marcação era forte – e em todas desperdiçou a chance. Deixar escapar oportunidades num duelo em que o adversário praticamente não erra defensivamente é entregar pontos de mão beijada.

Invicto

Suca completou três jogos no comando da Chapecoense: ganhou um e empatou dois. Isso corresponde a cinco pontos, três na Copa do Brasil e dois no Catarinão 2010. Mauro Ovelha, em sete partidas, somou sete pontos. O aproveitamento melhorou após a mudança na comissão técnica, mas ainda está baixo para quem quer galgar espaço na semifinal do turno. Suca ainda não venceu com o Verdão no Estadual. Será que vai pôr fim ao jejum fora de casa? Esperamos que sim, até porque ele já demonstrou ser um treinador de bom nível.

Virá um volante

Hoje ou amanhã a Chapecoense deve anunciar a contratação de um volante para suprir as carências no setor. No papel, o clube possui cinco para a função: Basílio, Cadú Gaúcho, Luiz André, Steve e Emerson Cris – considerem o Silvio Bido apenas zagueiro. Porém, na prática, são dois atletas e meio. Explico: Luiz André, Steve e Basílio pela metade – joga uma partida e na outra fica fora, devido às suspensões. Cadú Gaúcho sofre uma lesão preocupante e não se tem certeza de quando voltará. Já Cris está fora do Estadual.

Julgamento

Antes de encarar o Metropolitano em Blumenau, nesta quarta-feira, a Chapecoense tem um compromisso importante no tapetão. Amanhã à noite, Bruno Cazarine será julgado pela expulsão no jogo contra o Figueirense, na Capital, pela penúltima rodada do turno. O Cazagol foi acusado de praticar jogada violenta e corre o risco de ser suspenso de duas a seis partidas. Apreensão.

Convicção

Suca, repito, é bom técnico, mas não possui nenhum poder sobrenatural para praticar a ressurreição. Apostar em quem já provou não ser mais capaz é o mesmo que tentar derrubar uma parede de concreto na base do soco. Aquele que tenta agradar todo mundo acaba agradando poucos e sucumbe.

Coluna Rodrigo Goulart 22.02.2010
22 de fevereiro de 2010 | 01:39 am Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartJulgamento

A semana reserva duas decisões à Chapecoense: uma dentro de campo e outra fora. A primeira será longe das quatro linhas. Amanhã à noite, um dia antes da estreia na Copa do Brasil, o clube vai a julgamento no TJD/SC pela invasão de um torcedor durante a derrota para o Imbituba, no último dia 7. O Verdão está enquadrado no artigo 213 §1° do CBJD, conforme consta na pauta do tribunal, e leia o que ele diz: “Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, provas ou equivalentes, quando participante da competição oficial”. Preocupante.

A torcida fará a sua parte. E o time?

Os torcedores da Chapecoense se mobilizam para dar espetáculo nas arquibancadas nesta quarta-feira. O blog Gol da Chape, por exemplo, publicou um tópico denominado “Maior festa da Arena”, para sensibilizar o torcedor a levar materiais de efeito visual, como piscas e sinalizadores. Enfim, o incentivo está garantido. Já é certo que a torcida fará a sua parte, só falta o time corresponder em campo. O adversário é forte e, na teoria, mais qualificado que o Verdão. Portanto, garra é um item imprescindível, senhores atletas.

Mundo globalizado

Hoje em dia, com raras exceções, não há mais equipe desconhecida no futebol brasileiro. Com certeza, o Brasiliense tem ciência do potencial da Chapecoense dentro da Arena Condá, no que pese os últimos insucessos. O Jacaré se dará por satisfeito se voltar para o Distrito Federal com um empate ou uma derrota por um tento de diferença – de preferência com gol(s). Pois, de qualquer forma, a decisão da vaga será em Taguatinga.

Mobilizar I

No Verdão, fala-se muito sobre o começo de uma nova e agradável fase a partir da Copa do Brasil. Uma vitória convincente diante do Brasiliense elevaria o moral dos jogadores e resgataria a confiança do torcedor. É pra isso que Suca e cia elaboraram uma intensa programação de treinamentos. Já que a Copa BR é outra competição e, portanto, capaz de renovar as esperanças, a diretoria do clube também precisa fazer a sua parte.

Mobilizar II

Um dos meios para o Verdão motivar o torcedor é o próprio site oficial da agremiação. Até a noite deste domingo, as únicas referências em relação ao duelo com o Brasiliense eram uma pequena caixa, no canto superior direito da página, divulgando a data, o local e o horário do confronto, e uma matéria sobre a preparação do time. É pouco. Precisa-se fazer um alarde maior, dedicar um espaço mais amplo, até porque o clube necessita de um grande público na quarta-feira para equilibrar suas finanças.

O guerreiro

Cadú Gaúcho sofre de uma lesão degenerativa na articulação do quadril. Segundo o diretor do Departamento Médico da Chapecoense, doutor Carlos Henrique Mendonça, o jogador precisa realizar tratamento contínuo para não comprometer a sua carreira. Ou seja, jogar e tratar. Para esta quarta-feira, Mendonça descarta a presença de Cadú, mas é possível que ele esteja em campo no próximo domingo, contra o Atlético-Ib.

Coluna Rodrigo Goulart 15.02.2010
15 de fevereiro de 2010 | 09:32 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Outra postura
Um dia de treinamento e Suca já arrumou a “cozinha” da Chapecoense. A zaga funcionou como deveria funcionar desde o início do campeonato. Rafael Morisco fez a torcida lembrar as atuações do ano passado. Na visão do colunista, foi o melhor do Verdão na partida. A marcação no meio-de-campo também evoluiu, bem como o sistema de criação. Também pudera, Suca povoou a meia-cancha com três volantes e dois armadores. A maior dificuldade foi penetrar na área do Joinville. Afinal de contas, a equipe começou com apenas um atacante. No segundo tempo teve dois, mas nenhum com aptidão para jogar enfiado.

Com calma
Embora não tivesse sido exuberante, a apresentação de sábado foi a melhor da Chapecoense no Catarinão 2010. Manteve uma postura tática bem definida do primeiro ao último minuto. Méritos do técnico Suca, que deu ao time um padrão de jogo, uma cara. Mas vamos com calma. Foi apenas uma partida. Já no aspecto técnico, a equipe continua devendo. Há peças que destoam e isso reflete no funcionamento de toda a engrenagem. Quanto à parte física, o professor José Lummertz tem um tremendo abacaxi para descascar.

Marcado I
Para quem em 2009 assistia às boas jogadas de Thoni e Arlan ter que aturar, agora, o João Rodrigo na lateral-direita, ou ala, como queiram, é um desgosto imensurável – também intrigante. Recordo-me das vezes em que o camisa 2 enfrentou a Chapecoense. Sempre nos incomodou. Não foi titular do Avaí à toa e ganhou a empatia dos torcedores de Brasil de Pelotas e Ypiranga. Suca conhece João Rodrigo de “outros carnavais”, diz se tratar de um jogador com potencial e dará nova chance a ele. Porém, penso que a diretoria deva vasculhar o mercado em busca de um lateral. A paciência do torcedor acabou.

Marcado II
As vaias que Tuto recebeu não se referem somente ao duelo de sábado, mas ao acúmulo de atuações deficientes. Contra o JEC, o atacante deixou Waldison duas vezes pifado na cara do goleiro, e no gol sofrido, quem errou o passe foi Basílio. Entretanto, Tuto ficou parado ao invés de tentar roubar a bola. Demonstrar vontade é obrigação. Tenho a informação de que o salário do atacante chega a R$ 15 mil/mês. Convenhamos, um valor que paga a jogadores capazes de resolver o problema, e não de criar um.

Não aprende
Aos 27 minutos do primeiro tempo, o nobre Jefferson Schmidt paralisou o embate para os jogadores se reidratarem. Uma atitude que tem se tornado frequente nesses dias de calor. Acontece que, no sábado, a temperatura não era tão elevada (28° C) e, pasmem, chovia. A tal parada técnica ocorreu justamente num momento em que a Chapecoense pressionava o Joinville. Inversões bizarras de faltas e “dois pesos, duas medidas” na aplicação dos cartões também integraram o repertório de trapalhadas do árbitro.

Desprestígio
A Chapecoense não tem força política alguma junto à Federação Catarinense de Futebol. Essa é a mais pura realidade. Se tivesse, Jefferson Schmidt não apitaria mais jogos do clube. Neste Estadual já foram dois. No ano passado, a diretoria verde-branca, após os erros gritantes do árbitro no confronto perante o Figueirense, na Arena Condá, enviou um documento à FCF solicitando o banimento do juiz do quadro de arbitragem da entidade. Imaginava-se que, pelo menos, Schmidt não participasse mais dos sorteios para trabalhar nos jogos do Verdão. Que nada!

Extra-campo
Se não bastassem os problemas técnicos e táticos, a Chapecoense possui outros, no âmbito extra-campo, para resolver. No caso, indisciplina. A diretoria, que tem o respeito e a confiança da torcida, precisa ser severa, agir com firmeza. Se for necessário, apele para a dispensa. A propósito, demissão por justa causa não pode ser aplicada também no futebol? Pelo que andei lendo, pode. Abra o olho, direção.

Coluna Rodrigo Goulart 08.02.10
8 de fevereiro de 2010 | 09:22 am Publicado por: Marcelo Júnior

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“Era Mauro Ovelha” no fim
A diretoria da Chapecoense se reuniu ontem à noite, entre 22h e meia-noite. Em pauta: a demissão do técnico Mauro Ovelha. Liguei para o presidente Nei Maidana logo após esse encontro. Não confirmou a saída do treinador, mas nem precisou. Veja o que ele falou: “A situação está insuportável. É mais fácil para um clube demitir uma pessoa do que sete ou oito jogadores”. Dessa forma, a reunião entre direção verde-branca e treinador, hoje, será apenas para comunicar ao Mauro que ele está fora do cargo. Teremos novidades ainda nesta manhã.

Cobrava, mas não dava exemplo
Atitude. Esta era a resposta de Mauro Ovelha quando indagado sobre o que de principal estava faltando para a Chapecoense engrenar. Mas vem cá, caro treinador, o exemplo não tem que partir de cima? Cadê a sua atitude? O jogo de ontem era o primeiro de três “finais”, apenas a vitória interessava e o homem tira um volante para colocar outro volante, um volante para pôr um zagueiro e troca um atacante por outro atacante. Neste domingo, perder de um gol ou perder de dez não fazia diferença alguma. Era preciso ousar. Assim, nobre Ovelha, você abriu a sua própria cova.

Perguntas
Empenho não faltou à Chapecoense na quarta-feira, mas ontem o time jogou sem garra. Um verdadeiro fiasco. Logo, eclodem alguns questionamentos. Por que a equipe teve atitude no meio de semana? Só por que a partida era contra o Criciúma e alguns queriam mostrar serviço contra o ex-clube? Talvez, por que à beira do gramado estava o auxiliar Celso Rodrigues e não Mauro Ovelha? Perguntar não ofende e as indagações são fundamentadas no que visualizamos. Como negar a existência de algo podre envolvendo comissão técnica e grupo de atletas? Estamos assistindo a coisas inexplicáveis.

Será a solução?
Penso que a queda de Mauro Ovelha não foi confirmada ainda ontem à noite para que ele não tomasse conhecimento da decisão através da imprensa. Uma questão ética. Mas as evidências de que já está tudo decidido são enormes. A partir de hoje, as especulações vão girar em torno do novo técnico. Porém, será que mandar o técnico embora acabará com todos os problemas na Chapecoense? Acredito que não. O nível técnico de alguns jogadores beira o ridículo, inclusive daqueles em que a torcida mais apostava.

Agir com firmeza
Uma posição firme precisa ser tomada pela diretoria em relação ao grupo. Afinal de contas, quem tem mais força no clube, os dirigentes ou os atletas? Perder é do jogo, mas alguns fatos testemunhados ontem são imperdoáveis. Cadú Gaúcho atirar a braçadeira de capitão ao chão, Waldison e Neném quase brigarem… Situações que denotam a falta de espírito coletivo. Punição neles, diretoria.

Rosalba
Contra fatos não há argumentos, então, vamos a eles. No Catarinão 2007 e durante toda a temporada de 2009, a Chapecoense contou com os préstimos da motivadora Rosalba Martins. Por outro lado, ela esteve fora do quadro funcional do clube na Série C de 2007 e no ano de 2008. Agora, Rosalba também está ausente. Não seria hora de trazê-la novamente ao Verdão? O elenco dá sinais claros de desunião.

Coluna Rodrigo Goulart 25.01.10
25 de janeiro de 2010 | 12:07 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Sem pontaria

O velho e surrado ditado “quem não faz leva” prevaleceu na Ressacada. A Chapecoense teve bem mais chances para marcar que o Avaí e, mesmo assim, voltou para o Oeste de mãos abanando. Cito três lances em que era mais fácil fazer o gol a perdê-los: o primeiro aconteceu na etapa inicial, com Mazinho, que isolou a bola depois de pegar um rebote na cara do goleiro; o segundo e terceiros ocorreram na fase complementar, ambos com Rafael Santiago. O Verdão apresentou problemas na armação das jogadas –lentidão e falta de criatividade –, mas as oportunidades apareceram. O time foi incompetente nas conclusões e pagou caro por isso.

As carências

O torcedor pode agir na base da emoção, mas não é burro. Desde antes do campeonato, a torcida alertava para a necessidade de um centroavante “matador” e de um meia-de-ligação qualificado. A diretoria trouxe jogadores para estas posições, mas até agora ninguém correspondeu. O Cadú Mineiro parece ter desaprendido a jogar, o Rafael Santiago é uma fotocópia do Cadú e o Tuto não é atacante de área, bem como o Waldison – o melhor até o momento – e o Fabinho. O Alan é a última esperança. Quanto à camisa 10, Mazinho não disse a que veio. O Neném está longe de ser o “cara”, mas ainda tem lugar nesse time.

Custo a mais

O grupo da Chapecoense está pronto, numericamente. Porém, quantidade não é sinônimo de qualidade. Dos seis atacantes, somente Waldison inspira confiança. Tem uns aí – refiro-me a todas as posições – que agradaram nos amistosos, mas bastou o Catarinão começar para esquecer o futebol no vestiário. A julgar o desempenho nas três primeiras rodadas, a direção é obrigada a qualificar o plantel. E, para não inchá-lo, é necessário dispensar, e toda demissão gera um custo (multa rescisória). Por isso que a contratação, antes de ser consumada, requer uma análise rigorosa.

3-5-2 manjado

Mauro Ovelha não teve sorte, no sábado: queimou duas trocas devido a lesões. Na primeira, logo no início do jogo, tirou Anelka, machucado, e colocou Willian Amaral, ou seja, seis por meia dúzia. Já no segundo tempo, Silvio Bido, também lesionado, saiu para a entrada de Emerson Cris. A única mudança por opção foi o ingresso de Rafael Santiago na vaga de Mazinho. O treinador agiu corretamente ao pôr mais um atacante, se bem que poderia ter escolhido o Alan. Uma coisa é fato: o 3-5-2 do Ovelha está manjado demais. Está na hora de criar alternativas, Mauro.

Situação após derrota

No Catarinão 2009, o vencedor do turno somou 19 pontos (foi o Criciúma). Pressupondo que o primeiro colocado deste ano marque o mesmo número de pontos, a Chapecoense é obrigada a faturar mais 16 tentos. Isso significa que, além de vencer os quatro jogos em casa – Juventus, Brusque, Imbituba e Joinville –, terá de ganhar uma partida fora e empatar outra. Os adversários longe da Arena Condá: Criciúma e Figueirense. Moral da história: o Verdão não pode mais perder. Lembrando que os quatro melhores se classificam à semifinal, entretanto, o líder, caso chegue à final, decidirá o título do turno em seu reduto.

Inacreditável

Tentar antecipar a partida contra o Brusque por causa do Gre-Nal em Erechim (RS) e viabilizar passagens aéreas mais baratas para que ele aceite a proposta de antecipação foi uma piada de péssimo gosto da diretoria da Chapecoense. Na minha opinião, o clássico gaúcho não tira público da Arena Condá, pois poucos foram os ingressos colocados à venda em Chapecó, e ao pensar diferente a diretoria mostra que não confia na fidelidade do seu torcedor. Para piorar, o Verdão ainda trabalha em prol do Brusque. Seria cômico se não fosse trágico. A Chape é um clube profissional e como tal deve ser administrado.

Cobrança

Nunca na Chapecoense os jogadores e os membros da comissão técnica foram tão bem tratados. Salários (bons) em dia, hotéis de quilate, viagem de avião… Enfim, a cobrança deve ser proporcional à estrutura oferecida para trabalhar. Três pontos em nove disputados. O Verdão está devendo. As cobranças não podem partir somente da torcida e imprensa. Um dos papeis da diretoria é exigir. Chegou o momento. Quanto à arbitragem, nada a contestar. Jefferson Schmidt, que nos prejudicou o ano passado, não influenciou no resultado. Mas esperar o quê de quem busca meios para facilitar a vida de um adversário? Os cartolas criaram, desnecessariamente, uma situação desagradável.

Coluna Rodrigo Goulart 11.01.2010
11 de janeiro de 2010 | 12:08 pm Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartAvaliação positiva I
Somando torcedores e profissionais da imprensa, cerca de 100 pessoas de Chapecó e região estiveram no Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim (RS), neste domingo. Também estive lá e gostei do que vi. A Chapecoense começou atrás no marcador – gol de Michel, que teve liberdade para chutar da entrada da grande área, aos dois minutos –, mas, aos seis, empatou com Waldison. O que se viu até os 20 minutos foi uma partida truncada, com os defensores levando a melhor sobre os atacantes. Porém, na segunda metade da etapa inicial, o Verdão conseguiu colocar a bola no chão e passou a envolver o Ypiranga, virando para 3 a 1. Waldison, Tuto e Neném mostraram sintonia, os alas, com destaque para Aelson, apoiaram muito e o sistema de marcação melhorou no decorrer do jogo.

Avaliação positiva II
No segundo tempo, os dois treinadores realizaram várias alterações e o nível técnico decaiu. Com as entradas de Emerson Cris, Steve, Mazinho, Rafael Santiago e Cadú Mineiro, a Chapecoense ganhou em força, mas perdeu em agilidade. O ímpeto ofensivo diminuiu, mesmo assim manteve o placar com tranqüilidade. É sempre bom lembrar que a fase de preparação é desgastante e muitos atletas ainda não “soltaram” a musculatura. A tendência é melhorar, por isso podemos ficar otimista com o Verdão. Nenhuma equipe iniciará o Catarinão 2010 a mil por hora. A evolução virá durante a competição.

Marketing
A Havan, principal patrocinadora do Brusque, é quem viabilizou a negociação do clube com o centroavante Viola. Era desejo da empresa oferecer ao time um jogador de quilate – antes do camisa 9 foi tentado a contratação de Edmundo. Se Viola fará apresentações positivas, ou não, saberemos no decorrer do campeonato. Porém, a competição nem iniciou e a equipe e a patrocinadora já estão “lavando a baia” com a comercialização de produtos com o nome do atleta. Já pensou se a Chapecoense tivesse repatriado o Bruno Cazarine? Qual torcedor não iria querer uma camisa com a alcunha do artilheiro?

Soltar o verbo
Falando em transmissão de jogos, leio no blog do Rodrigo Santos, de Brusque, que a Chapecoense terá quatro jogos mostrados na TV aberta, a exemplo de Joinville, Criciúma e Metropolitano. Nunca é demais lembrar que as quotas ($$$) de JEC e Tigre são superiores a de Verdão e Metrô. Por que a diferença de valores se o número de transmissões por equipe é o mesmo? Encaro tal situação como exploração de marca. Brigue pelos seus direitos, diretoria verde-branca. Chega de dizer amém.

Relacionamento
Na semana passada, em Itá, entrevistei o ala-esquerdo Badé, que se recupera de lesão no joelho. Perguntei sobre a sua condição física e ele afirmou que está 2,5 quilos acima do peso. Disse, também, que quem tem propriedade para discorrer sobre este assunto é ele e o preparador físico Clauter Barros. E ainda lascou o seguinte: “Tem gente que fala só porque tem boca”. Badé não citou nomes, mas é notório que o recado foi para o técnico Mauro Ovelha, que havia dito que o jogador está com um peso excedente de quatro ou cinco quilos. Xiii.

Uniforme
Nesta segunda-feira, a Chapecoense apresenta, oficialmente, o seu uniforme para a temporada 2010. O evento está marcado para as 20h, no Itá Park Hotel, na cidade de Itá, onde o time está hospedado. Uma pena que o fardamento ficou pronto somente agora. Se fosse aprontado antes do Natal, certamente o clube teria terminado 2009 lucrando com a venda de camisas. Muitos torcedores ficaram frustrados por causa disso.

Coluna Rodrigo Goulart 28.12.09
28 de dezembro de 2009 | 11:00 pm Publicado por: Marcelo Júnior

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Injustiça I

Na divisão dos valores referentes à transmissão do Campeonato Catarinense de 2010 pela TV aberta, a Chapecoense compõe o “grupo B”, ao lado de Atlético de Ibirama, Metropolitano e Brusque. Não é uma piada do colunista, mas a realidade dos fatos. O repasse para cada um desses times será de R$ 126 mil. Uma cifra menor ainda caberá a Imbituba e Juventus, recém-promovidos da Divisão Especial. Enquanto isso, Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville receberão cerca de R$ 180 mil. Em resumo: foram injustos com o Verdão do Oeste.

Injustiça II

Ficar um degrau abaixo da dupla da Capital é compreensível, mas colocar Tigre e JEC acima da Chapecoense é inaceitável, a julgar pela fase vivida pelos referidos clubes. Nas últimas três temporadas, o Verdão chegou a duas finais – ganhou uma –, disputou uma Copa do Brasil e conseguiu um acesso em nível nacional. O JEC, por exemplo, ficou em penúltimo lugar no Estadual de 2007, teve participação discreta no ano passado, a exemplo da Chape, e somente agora obteve vaga à Série D. E o Criciúma? Bem, o time do Sul também não vive um momento positivo.

Demonstrar insatisfação

Até mesmo no aspecto torcida vejo o Verdão em vantagem sobre Criciúma e Joinville. Nas finais do Catarinão 2007, os ingressos para o jogo de ida, em Chapecó, esgotaram-se dias antes. O Índio Condá superlotou. Já no Heriberto Hülse vimos vários pontos vazios nas arquibancadas. Sem contar que apenas 25 torcedores vieram de Criciúma para o Oeste. E de Chapecó para o Sul, 900. Em sinal de protesto, a diretoria verde-branca deveria preterir essa merreca oferecida para a transmissão dos jogos. Apenas lamentar não adianta.

A 1ª oportunidade

O time do técnico Mauro Ovelha já fez três partidas nesta fase de preparação para 2010, mas a desta terça-feira será a primeira próxima do seu torcedor. O jogo-treino contra o São Luiz, de Ijuí (RS), está marcado para as 19h30, no Estádio Municipal de Coronel Freitas – a 30 quilômetros de Chapecó – e a entrada é franca. Alguns jogadores que não atuaram na turnê pelo Rio Grande do Sul deverão entrar em campo, como o ala-direito João Rodrigo e o meio-campista Mazinho. Os próximos testes do Verdão serão nos dias 7, em Itá, e 10, em Erechim (RS), ambos diante do Ypiranga.

Possibilidade de lucro

A ascensão do lateral-direito Rômulo, melhor dizendo, do curinga Rômulo, no cenário nacional pode ser lucrativa à Chapecoense. Isso porque o clube do Oeste detém 20% do passe do jogador. Vale ressaltar, no entanto, que se trata de um contrato de gaveta. Vários times de ponta demonstraram interesse em contratar o camisa 2 do Santo André. Portanto, abre o olho, Verdão.

Esclarecendo

Para encerrar, quero fazer um esclarecimento sobre a coluna anterior. Ao contrário do que o leitor Luis disse em seu comentário referente ao tópico “Lei Seca”, o colunista não atribuiu ao álcool o quebra-quebra ocorrido no Couto Pereira. Se no Campeonato Brasileiro a venda e o consumo de bebidas alcoólicas são proibidos nos estádios, logo a cerveja não tem nada a ver com aquele episódio horrível.

Coluna Rodrigo Goulart 21.12.09
21 de dezembro de 2009 | 09:05 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Assunto da hora

A Chapecoense está em plena fase de preparação para a temporada 2010. Seria normal se o assunto “time” norteasse o bate-papo entre os torcedores. No entanto, outro tema vem sendo abordado com intensidade. Muito se comenta, principalmente aqui no Gol da Chape, sobre uma informação de que a Arena Condá ficará “torta”. O torcedor/contribuinte precisa de uma resposta da Administração Municipal. Faz-se necessária uma entrevista coletiva ou uma nota oficial, com a assinatura do prefeito, do secretário da pasta competente e do engenheiro responsável pelas obras, para esclarecer a situação. As especulações vão continuar enquanto ninguém se pronunciar oficialmente.

Lei seca

Está sacramentado: a venda e o consumo de bebida alcoólica estão proibidos nas competições promovidas pela FCF. A norma já vai valer a partir do Estadual deste ano. Convenhamos, uma medida prejudicial aos clubes de menor porte, que possuem na tradicional copa uma importante fonte de recursos. Uma perguntinha: até que ponto a lei seca nos estádios diminui a violência entre torcedores? Há alguns anos não se comercializa mais cerveja durante jogos de certames nacionais, mas pelo visto não houve avanço. Alguém se esqueceu do quebra-quebra no Couto Pereira?

Bola pesada

Conforme já é de conhecimento de todos, o time de futsal masculino de Chapecó também leva o nome e as cores da Chapecoense. Portanto, todos os torcedores do Verdão estão convocados para incentivar a equipe nesta quarta-feira, às 20h15, no ginásio do SESC. A partida vale o acesso à Divisão Especial de 2010. Caso se classifique, a Chape será o único clube do estado presente na elite tanto do futebol quanto do futsal, pois o JEC se afastou do salonismo. Em tempo: o colunista lembra que o sócio-torcedor do Verdão não paga ingresso. O convite está feito.

Cadê a oportunidade?

A Chapecoense fechou a série de amistosos no RS com derrota por 3 a 1 para o Santa Cruz. Das informações colhidas, uma diz que o time sentiu o cansaço no segundo tempo da partida de domingo. Também pudera, foram três jogos em seis dias, após um mês apenas de preparação. Outro detalhe: Mauro Ovelha fez poucas modificações e praticamente não deu oportunidade aos juniores. Todos merecem uma chance. Se não queria colocá-los em campo, então que nem os levassem. Pelo menos diminuiria os custos da viagem. Tem dirigente do clube que também pensa assim.

Verba da TV

Frequentador assíduo do blog, o Nelson abordou um tema preponderante em um de seus comentários: as quotas de televisão. Conversei com o presidente da Chapecoense, Nei Maidana, e ele afirmou que, em 2010, o clube terá direito a R$ 126 mil. O valor exato seria R$ 156 mil. Como a RBS TV antecipou parte do pagamento, houve esse desconto. Só para comparar: no RS, a menor quota anual para os times é de R$ 400 mil e, em SP, o Mogi Mirim, por exemplo, vai receber R$ 1,7 milhão.

Coluna Rodrigo Goulart 14.12.09
14 de dezembro de 2009 | 03:24 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Não entendi

Caminhada da Paz: uma promoção bacana, com shows musicais e que propiciou uma tarde de entretenimento à família chapecoense. No entanto, cabe uma ressalva: o local escolhido. Sabe-se que o gramado da Arena Condá passa por melhorias, um investimento que gira em torno de R$ 30 mil. Sabe-se, também, que em função dos cuidados no campo a Chapecoense sequer faz corridas no local. Às vezes, se vê obrigada a ir a Coronel Freitas, ou seja, fazer 60 quilômetros entre ida e volta para treinar. Daí, um palco é armado no centro do gramado, parte que vem recebendo atenção especial, e centenas de pessoas, talvez, milhares, curtem o espetáculo dentro do campo. Cadê o zelo com o dinheiro público? Com a palavra, quem liberou a Arena, com acesso ao gramado. Leia o resto deste post…

Coluna Rodrigo Goulart 07.12.09
7 de dezembro de 2009 | 07:56 am Publicado por: Marcelo Júnior

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joaorodrigo

João Rodrigo

Apalavrado

João Rodrigo é o jogador que deve assumir a ala-direita da Chapecoense. Aos 25 anos, ele já defendeu as cores do Bangu-RJ (2003 e 2004), Vila Rio-RJ (2005), Metropolitano-SC (2006), Volta Redonda-RJ (2007), Avaí-SC (2007), Macabbi Ramat-gan, de Israel, na temporada 2007/08, Marcílio Dias (2008), Ypiranga-RS (2009) e Brasil de Pelotas-RS (2009). As negociações estão adiantadas. Na verdade, já há um acerto verbal. Pois é, acerto verbal. Isso, no futebol, não garante nada. Lembram-se do Thoni?

Que venha o João

A carreira de João Rodrigo é gerida pela agencia 90 Minutos, a mesma que no tratava dos interesses do atacante Rafael Rebelo, o qual saiu do Verdão sem deixar saudades. No site da 90 Minutos, constam as características do lateral: “agilidade, coberturas, cruzamentos perfeitos, destro, força física, habilidade, passe, passes longos perfeitos, técnica, velocidade, visão do jogo”. Nossa! O cara é um craque. Alheio aos costumeiros exageros das empresas que agenciam atletas, posso afirmar que João Rodrigo é um bom ala, a julgar pelas partidas que fez contra a Chapecoense.

Frustrante

A inauguração da segunda etapa da Arena Condá está programada para 25 de fevereiro, ou seja, com mais de um mês de atraso, já que a promessa era de liberar o local para o público em janeiro, no início do Estadual. A Copa do Brasil deve iniciar no dia 10 de fevereiro, assim sendo, a ala norte, que terá capacidade para cinco mil torcedores, ainda não poderá ser utilizada. Quem perde com isso é o torcedor e o próprio clube.

Finanças

O orçamento da Chapecoense para 2010 está estimado em R$ 3,5 milhões, com base nos patrocínios já firmados (e anunciados durante a Efapi), no convênio com a prefeitura (R$ 300 mil), na verba prometida pelo deputado Gelson Merísio (R$ 500 mil) e na receita atual proveniente dos sócios e das placas no estádio. Antes que nos deslumbremos com este volume, façamos uma conta: dividir este montante por 12. O resultado indica uma arrecadação mensal de R$ 291,6 mil. É uma cifra baixa para quem almeja a Série B. Para se ter uma ideia, o Caxias, um dos adversários do Verdão na próxima Série C, vai investir R$ 600 mil/mês em folha no torneio nacional.

É preciso algo mais

A Chapecoense já garantiu uma receita graúda através de patrocínios, convênios e subvenções, mas é preciso algo mais. Entenda-se por “algo mais” um quadro associativo expressivo. Hoje, a ampliação dos rendimentos do clube depende, quase que exclusivamente, de uma participação mais contundente do seu torcedor. A direção verde-branca, através do setor de marketing, precisa olhar para esse lado e aproveitar o fim de ano, período de aquecimento na economia, para divulgar intensamente o plano de sócios.

Para finalizar, quero agradecer ao pessoal do blog pelo convite e espero contribuir da melhor forma possível. Um abraço a todos!

Rodrigo Goulart – Editor de Esportes e colunista do jornal Diário do Iguaçu e membro da equipe Esporte Total da Rádio Chapecó.
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