Gol Da Chape | O blog da torcida da Chapecoense | Rodrigo Goulart

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Coluna Rodrigo Goulart 17.05.2010
17 de maio de 2010 | 06:55 am Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartSegunda casa
A bela e acolhedora Imbituba tem se notabilizado por ser a segunda casa da Chapecoense. Dois jogos, duas vitórias: 100% de aproveitamento na Capital Nacional da Baleia Franca. O codinome do Estádio Emília Mendes Rodrigues é Ninho da Águia, mas daqui a pouco vai mudar para a Taba do Índio. O Verdão foi senhor do jogo neste domingo. Neutralizou as principais jogadas dos anfitriões e mostrou uma criatividade jamais vista nesta temporada. Enfim, o 4-3-3 do técnico Guilherme Macuglia funcionou.

Acertou
O treinador definiu o esquema depois de uma “semanada” de treinos. Outras formações foram testadas. Alguém dizia, preocupado: mas a presença de três atacantes não deixa o time aberto. Acontece que Rogério, o grande nome do duelo, é um jogador versátil. Com a bola, torna-se um terceiro atacante, sem ela, recompõe o meio e transforma o 4-3-3 num 4-4-2. Detalhe preponderante: ninguém atuou mal. Todos foram importantíssimos.

“Lista de espera”
Notadamente, a Chapecoense evoluiu em relação ao confronto contra o Joinville. Dois dos novos contratados estrearem: Rogério e Eduardo Erê. Há mais atletas para envergar a camisa verde-branca: Marcelo Ramos, Kleber Goiano, Wilson Surubim, que aprimoram a parte física, e Bronzatti, lesionado. Conforme comentara dias atrás, a existência de uma “lista de espera” serve de alento para o torcedor. A tendência é melhorar.

Reforçar
Mas, para melhorar acentuadamente, até porque a Série C – o nosso verdadeiro foco – é uma competição duríssima. É interessante contratar mais um meia-de-ligação e um atacante. O meia Irineu, terceiro artilheiro do Paranaense e craque do campeonato entre os clubes do interior, interessa ao Marcílio Dias. Ele disputou o Estadual pelo Cascavel. Será que não serviria ao Verdão? Se o Marinheiro, da Segundona, tem cacife para contratá-lo, o mesmo se espera da Chapecoense.

Coluna Rodrigo Goulart 19.04.2010
19 de abril de 2010 | 10:17 am Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartRaio-x do elenco
Publiquei esta lista em meu blog (rgesportes.blogspot.com) e transcrevo no Gol da Chape. Confira:

QUEM CONTINUA
Goleiros
*Nivaldo – contrato até 31/12/2010
Juliano – contrato até 31/12/2010
Marcelo – emprestado até 30/11/2010
Ricardo – contrato até 31/12/2011
Zagueiros
Rodrigo – contrato até 30/11/2010
Silvio Bido – contrato até 10/05/2010
Groli – contrato até 31/12/2011
Lateral-esquerdo
*Aelson – contrato até 30/12/2011
Volantes
*Cadu Gaúcho – contrato até 10/05/2010
*Emerson Cris – contrato até 30/11/2010
*Steve – contrato até 31/12/2010
Vagner Rosa – emprestado até 30/11/2010
Wilsinho – contrato até 31/12/2010
Meias
Luciano Ratinho – contrato até 30/11/2010
Marcos Vinicius – contrato até 31/12/2010
Neném – contrato até 31/12/2010
Mazinho – contrato até 15/07/2010
Sagaz – contrato até 31/12/2012
Atacantes
*Tuto – contrato até 05/12/2010
Neilson – emprestado até 30/11/2010
Waldir – contrato até 30/11/2010
Waldison – contrato até 30/11/2010
Marquinhos – emprestado até 30/11/2010

AFASTADOS
Zagueiros
Filipe – contrato até 31/12/2010
Anelka – contrato até 10/05/2010
Rafael Morisco – contrato até 31/01/2012
Lateral-direito
**João Rodrigo – emprestado até 02/07/2010
Roni – contrato até 30/05/2010
Lateral-esquerdo
Badé – contrato até 31/12/2010
Volantes
Luís André – contrato até 31/12/2011
Basílio – contrato até 31/12/2012
Wilian Paulista – contrato até 30/11/2010
Atacantes
Bruno Cazarine – contrato até 30/11/2010
**Cadu – contrato até 30/11/2010
**Fabinho – contrato até 10/05/2010

QUEM CHEGOU
Lateral-esquerdo
Xaro – contrato até 30/11/2010

CASOS ESPECÍFICOS
Willian Amaral (zagueiro): teve seu contrato rescindido durante o Catarinense.
Warley (lateral-direito): tem contrato até 31/12/2011, está emprestado ao Ceilândia até o dia 5 de maio e não há expectativa de ser aproveitado por Guilherme Macuglia.
Rafael Santiago (atacante): tem contrato até 30/11/2010 e estava emprestado ao Esportivo (RS). Macuglia foi quem o indicou à Chapecoense.

*Estão entregues ao Departamento Médico, portanto, não podem ser dispensados
**Haviam sido afastados durante o Catarinense

Abacaxis para descascar
Se pudesse escolher, ficaria com os goleiros Ricardo e Juliano, o zagueiro Silvio Bido, os meias Sagaz e Luciano Ratinho e um atacante entre Waldir, Waldison e Marquinhos Cambalhota, além dos garotos da base – Groli, Wilsinho, Volnei e Marcos Vinicius. Faria uma limpa. Colocaria também nesta relação Nivaldo e Cadu Gaúcho se estivessem aptos para jogar. Porém, eles continuam lesionados e sem previsão de retorno. A reformulação não é tão simples quando há contratos em pleno vigor, com no mínimo mais sete meses pela frente. A diretoria já tem nove abacaxis para descascar. Até a Copa SC é certo que mais alguns jogadores serão afastados, mas a falada reformulação de 80% somente para a Série C.

Negociações
A Chapecoense contata o atleta, que, por sua vez, faz uma proposta. Os dirigentes do clube se reúnem, apresentam uma contraproposta e aguardam. Esta tem sido a rotina no Verdão. Muitos contatos, várias negociações e nenhuma definição. Até agora, só o Xaro acertou. Um jogador que pode vir para Chapecó já atuou em grandes clubes, entre eles o Grêmio. É zagueiro. Reforço de causar impacto. Em tempo: o defensor Marcelo Ramos interessa sim ao clube. As tratativas estão em andamento.

Coluna Rodrigo Goulart
5 de abril de 2010 | 10:33 am Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartO maior vexame da história verde-branca
Nunca, ou pouquíssimas vezes, a Chapecoense ingressou num campeonato estadual na relação dos favoritos ao título. Até mesmo a imprensa do Litoral, em sua maioria, esquecera do rótulo “os quatro grandes” e passou a potencializar a expressão “os cinco grandes”. O Verdão arrecadou mais de R$1 milhão em patrocínios no uniforme, recebeu dinheiro dos poderes públicos municipal e estadual, ampliou o seu quadro de sócios, aumentou o número de placas no estádio. Enfim, somente cresceu. Uma parceria com a Oceanair possibilitou que o elenco viajasse de avião, acabando com os desgastes de viagem. Esperava-se que, ao final do Catarinão, víssemos o torcedor comemorar na Getúlio Vargas. Ledo engano. Testemunhamos cenas de tristeza, decepção e revolta.

A falta de pulso foi crucial
O inesperado rebaixamento provém de uma sucessão de erros no clube, dentro e fora de campo, mas o cerne foi a falta de comando. Desde as primeiras rodadas notou-se algo de estranho no grupo de atletas. A imprensa, que para alguns também têm culpa no cartório, e a própria torcida alertavam para isso. Nem diretoria, tampouco o técnico Mauro Ovelha tiveram peito para afastar os descomprometidos. O treinador foi demitido, insistiu em dizer que não havia problemas internos e deixou Chapecó com uma gorda multa rescisória. Veio Suca, mas a inércia se manteve. Ele também saiu e acabou vindo Guilherme Macuglia, que passou a vassoura no vestiário. Porém, chegou tarde demais.

Contratar também fora de campo
Recursos não faltaram para a direção de futebol. Nunca teve tanta verba para se trabalhar, para montar um elenco. Penso que está na hora da diretoria profissionalizar de vez o departamento de futebol, ou seja, contratar uma pessoa que se dedique inteiramente à montagem do plantel. É inadmissível que um clube que mira uma Série B não tenha um profissional remunerado nesta área. Conta apenas com o suor de voluntários.

Calendário enxuto
A Chapecoense ficará todo o primeiro semestre sem calendário, a não ser que consiga vaga para a Copa do Brasil. Serão seis meses na míngua, na inércia, no ostracismo… enfim, um baque para uma agremiação que visa o crescimento. Aliás, uma pergunta que fica no ar: haverá virada de mesa? E você leitor, acredita nisso?

Novo blog
Convido vocês a visitarem o meu blog, criado nos últimos dias. O endereço é rgesportes.blogspot.com. Desde já agradeço a participação. Um abraço a todos!

Coluna Rodrigo Goulart 22.03.10
22 de março de 2010 | 10:59 am Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartAtacante chegando
A informação é do presidente Nei Maidana. Segundo me disse no domingo, após o jogo, por telefone, nesta segunda-feira será definida a contratação de um homem de frente. A diretoria da Chapecoense avalia três nomes, todos em atividade no futebol paulista. Maidana vai além: diz que o atleta deve pintar na Arena Condá ainda hoje, para que esteja à disposição do técnico Guilherme Macuglia já no compromisso de quinta-feira, quando o Verdão recebe o Criciúma, pela sexta rodada do Catarinão 2010. Em tempo: o enfrentamento inicia às 21h50. Passará no pay-per-view.

Promoção
A cada rodada a situação da Chapecoense fica mais dramática e toda partida de agora em diante se transformará em uma final de Copa do Mundo. A força do torcedor foi, é e sempre será um trunfo do time verde-branco. E para contar com apoio ainda maior, a direção decidiu reduzir o valor dos ingressos antecipados para o duelo de quinta-feira: meia-entrada (R$10) na geral, R$20 na social e R$30 nas cadeiras. Na hora, os preços sobem para R$20, R$30 e R$40, respectivamente.

Difícil
Guilherme Macuglia pegou a Chapecoense em frangalhos: auto-estima baixa, mal fisicamente, plantel reduzido devido a lesões… Uma prova de que o time enfrenta sérios problemas na parte física é o próprio desempenho de ontem. O Verdão não conseguiu manter o pique do duelo contra o Galo Mineiro. Se livrar o clube do descenso, ele e sua comissão técnica merecem ser chamados de herois.

Um dado
Retrospecto não é garantia de vitória, mas anima. Em todos os jogos que disputou à noite, em casa, nesta temporada, a Chapecoense deixou o gramado vitoriosa. Pelo Catarinense, derrotou o Metropolitano (2 a 0) e o Juventus (2 a 1); pela Copa do Brasil, o Brasiliense (3 a 0) e o Atlético Mineiro (1 a 0). Por enquanto, 100% de aproveitamento.


15 de março de 2010 | 01:48 am Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartFomos enganados?

É AGORA VERDÃO?

É AGORA VERDÃO?

A foto é da apresentação do projeto “Operação Série B”, realizada durante a Efapi 2009, quando a participação do clube na Série D sequer havia encerrado. Na ocasião, o diretor de futebol Jandir Bordignon anunciou, além da contratação de Tuto, que o lateral-direito Thoni voltaria ao Oeste. Não veio. Voltando ao retrato, o “objetivo” está próximo de ser alcançado. O torcedor se sente traído, com razão.

Racha na cartolagem

O pseudo-futebol que o time da Chapecoense apresenta no Catarinão 2010 é um sintoma de grupo desunido. Mas será que o problema de relacionamento no clube é exclusividade dos jogadores? A julgar pelas declarações do Sandro Pallaoro, o braço direito do diretor de futebol Jandir Bordignon, a direção verde-branca também está rachada. “Dentro da diretoria tem bastante gente sem vergonha, que fica trabalhando por trás, fica agitando, contratando jogadores, falando as coisas e mandando. Os caras têm que ser homens e falar na frente”. Palavras de Pallaoro após o jogo de sábado.

Uma várzea!

Com certeza, quem assistiu aos lances de Juventus 3×0 Chapecoense ficou revoltado. A facilidade com que a fraca equipe de Jaraguá do Sul entrava na área lembrou um jogo da segunda divisão do campeonato maranhense de 2009 que ficou marcado pela suspeita de “marmelada”. Nos dez minutos finais, o Viana fez nove gols e venceu o Chapadinha por 11 a 0. A zaga do Verdão está tão meiga e ruim quanto à do tal Chapadinha. Isso que por aqui a folha de pagamento suplanta os R$200 mil. Lá, o regime é semi-profissional.

Velho conhecido

Guilherme Macuglia, o novo técnico da Chapecoense, é um velho conhecido nosso. Já treinou o Verdão duas vezes. Na primeira, em 2000, com um grupo modesto, tirou o time das últimas posições e terminou o Catarinense com dignidade. Na segunda, em 2006, também com um elenco mais ou menos, chegou à semifinal da Divisão Especial e perdeu para o Joinville. Alguns de seus feitos: o título da Série C 2006 pelo Criciúma e a classificação à semi do Paulistão 2008, dirigindo o Guaratinguetá. Já treinou agremiações de grande porte. No mês passado foi demitido do Náutico. Tem um bom currículo. Esperamos que Guilherme Macuglia seja o profissional certo para acabar com o “inferno” que virou o vestiário verde-branco

Dúvida

Sou leigo nessa questão e pergunto: “Existe justa causa no futebol?” Se algum advogado puder me responder, agradecerei. Discorro sobre o assunto pelo fato de que a diretoria da Chapecoense não mediu esforços para dar condições de time grande aos jogadores. Como se diz na gíria, os atletas são tratados “a toddy e pão de ló”. Não há do que reclamarem, mesmo assim, o rendimento em campo é nefasto e acontecimentos piores têm acontecido fora das quatro linhas, conforme o blog vem noticiando. Para efetuar dispensas, os dirigentes precisam pagar a multa rescisória. Nesse caso, o jogador nunca fica no prejuízo, já o clube…

Coluna Rodrigo Goulart 01.03.2010
1 de março de 2010 | 02:21 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Aproveitamento pífio

A Chapecoense amassou o Atlético de Ibirama, mas não venceu e continua amargando a vice-lanterna do Catarinão 2010. Há quatro rodadas povoa a zona do rebaixamento. O Verdão fez um bom jogo ontem? Fez. Porém, o insuficiente para marcar um mísero gol que lhe daria três pontos fundamentais. E que ninguém venha com essa história de que jogou melhor e merecia ganhar. Se não houver qualidade no acabamento das jogadas fica difícil, quase impossível, triunfar.

Jogou para empatar

O Atlético voltou para a pequena e calorenta Ibirama de consciência tranquila. Afinal de contas, alcançou o seu objetivo. O desígnio na Arena Condá era não perder. E nesta proposta demonstrou inteligência e rendimento. Gelson Silva congestionou o meio-de-campo para evitar que Luciano Ratinho e Neném organizassem jogadas de infiltração. Nas alas, executou uma marcação tradicional, nada distinto. Entretanto, com Roni fora de ritmo e Mazinho improvisado, a Chapecoense se tornou fraca pelas laterais. Badé e Aelson fizeram falta.

Retrancão

O Atlético permitiu que a Chapecoense rondasse a sua área. E só. Luciano Ratinho e Neném giravam, giravam, giravam… e paravam na marcação. Vez por outra arriscavam chutes de média e longa distância. Foram raras as vezes que o Verdão penetrou na área atleticana – prova de que a marcação era forte – e em todas desperdiçou a chance. Deixar escapar oportunidades num duelo em que o adversário praticamente não erra defensivamente é entregar pontos de mão beijada.

Invicto

Suca completou três jogos no comando da Chapecoense: ganhou um e empatou dois. Isso corresponde a cinco pontos, três na Copa do Brasil e dois no Catarinão 2010. Mauro Ovelha, em sete partidas, somou sete pontos. O aproveitamento melhorou após a mudança na comissão técnica, mas ainda está baixo para quem quer galgar espaço na semifinal do turno. Suca ainda não venceu com o Verdão no Estadual. Será que vai pôr fim ao jejum fora de casa? Esperamos que sim, até porque ele já demonstrou ser um treinador de bom nível.

Virá um volante

Hoje ou amanhã a Chapecoense deve anunciar a contratação de um volante para suprir as carências no setor. No papel, o clube possui cinco para a função: Basílio, Cadú Gaúcho, Luiz André, Steve e Emerson Cris – considerem o Silvio Bido apenas zagueiro. Porém, na prática, são dois atletas e meio. Explico: Luiz André, Steve e Basílio pela metade – joga uma partida e na outra fica fora, devido às suspensões. Cadú Gaúcho sofre uma lesão preocupante e não se tem certeza de quando voltará. Já Cris está fora do Estadual.

Julgamento

Antes de encarar o Metropolitano em Blumenau, nesta quarta-feira, a Chapecoense tem um compromisso importante no tapetão. Amanhã à noite, Bruno Cazarine será julgado pela expulsão no jogo contra o Figueirense, na Capital, pela penúltima rodada do turno. O Cazagol foi acusado de praticar jogada violenta e corre o risco de ser suspenso de duas a seis partidas. Apreensão.

Convicção

Suca, repito, é bom técnico, mas não possui nenhum poder sobrenatural para praticar a ressurreição. Apostar em quem já provou não ser mais capaz é o mesmo que tentar derrubar uma parede de concreto na base do soco. Aquele que tenta agradar todo mundo acaba agradando poucos e sucumbe.

Coluna Rodrigo Goulart 22.02.2010
22 de fevereiro de 2010 | 01:39 am Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartJulgamento

A semana reserva duas decisões à Chapecoense: uma dentro de campo e outra fora. A primeira será longe das quatro linhas. Amanhã à noite, um dia antes da estreia na Copa do Brasil, o clube vai a julgamento no TJD/SC pela invasão de um torcedor durante a derrota para o Imbituba, no último dia 7. O Verdão está enquadrado no artigo 213 §1° do CBJD, conforme consta na pauta do tribunal, e leia o que ele diz: “Quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas, provas ou equivalentes, quando participante da competição oficial”. Preocupante.

A torcida fará a sua parte. E o time?

Os torcedores da Chapecoense se mobilizam para dar espetáculo nas arquibancadas nesta quarta-feira. O blog Gol da Chape, por exemplo, publicou um tópico denominado “Maior festa da Arena”, para sensibilizar o torcedor a levar materiais de efeito visual, como piscas e sinalizadores. Enfim, o incentivo está garantido. Já é certo que a torcida fará a sua parte, só falta o time corresponder em campo. O adversário é forte e, na teoria, mais qualificado que o Verdão. Portanto, garra é um item imprescindível, senhores atletas.

Mundo globalizado

Hoje em dia, com raras exceções, não há mais equipe desconhecida no futebol brasileiro. Com certeza, o Brasiliense tem ciência do potencial da Chapecoense dentro da Arena Condá, no que pese os últimos insucessos. O Jacaré se dará por satisfeito se voltar para o Distrito Federal com um empate ou uma derrota por um tento de diferença – de preferência com gol(s). Pois, de qualquer forma, a decisão da vaga será em Taguatinga.

Mobilizar I

No Verdão, fala-se muito sobre o começo de uma nova e agradável fase a partir da Copa do Brasil. Uma vitória convincente diante do Brasiliense elevaria o moral dos jogadores e resgataria a confiança do torcedor. É pra isso que Suca e cia elaboraram uma intensa programação de treinamentos. Já que a Copa BR é outra competição e, portanto, capaz de renovar as esperanças, a diretoria do clube também precisa fazer a sua parte.

Mobilizar II

Um dos meios para o Verdão motivar o torcedor é o próprio site oficial da agremiação. Até a noite deste domingo, as únicas referências em relação ao duelo com o Brasiliense eram uma pequena caixa, no canto superior direito da página, divulgando a data, o local e o horário do confronto, e uma matéria sobre a preparação do time. É pouco. Precisa-se fazer um alarde maior, dedicar um espaço mais amplo, até porque o clube necessita de um grande público na quarta-feira para equilibrar suas finanças.

O guerreiro

Cadú Gaúcho sofre de uma lesão degenerativa na articulação do quadril. Segundo o diretor do Departamento Médico da Chapecoense, doutor Carlos Henrique Mendonça, o jogador precisa realizar tratamento contínuo para não comprometer a sua carreira. Ou seja, jogar e tratar. Para esta quarta-feira, Mendonça descarta a presença de Cadú, mas é possível que ele esteja em campo no próximo domingo, contra o Atlético-Ib.

Coluna Rodrigo Goulart 15.02.2010
15 de fevereiro de 2010 | 09:32 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Outra postura
Um dia de treinamento e Suca já arrumou a “cozinha” da Chapecoense. A zaga funcionou como deveria funcionar desde o início do campeonato. Rafael Morisco fez a torcida lembrar as atuações do ano passado. Na visão do colunista, foi o melhor do Verdão na partida. A marcação no meio-de-campo também evoluiu, bem como o sistema de criação. Também pudera, Suca povoou a meia-cancha com três volantes e dois armadores. A maior dificuldade foi penetrar na área do Joinville. Afinal de contas, a equipe começou com apenas um atacante. No segundo tempo teve dois, mas nenhum com aptidão para jogar enfiado.

Com calma
Embora não tivesse sido exuberante, a apresentação de sábado foi a melhor da Chapecoense no Catarinão 2010. Manteve uma postura tática bem definida do primeiro ao último minuto. Méritos do técnico Suca, que deu ao time um padrão de jogo, uma cara. Mas vamos com calma. Foi apenas uma partida. Já no aspecto técnico, a equipe continua devendo. Há peças que destoam e isso reflete no funcionamento de toda a engrenagem. Quanto à parte física, o professor José Lummertz tem um tremendo abacaxi para descascar.

Marcado I
Para quem em 2009 assistia às boas jogadas de Thoni e Arlan ter que aturar, agora, o João Rodrigo na lateral-direita, ou ala, como queiram, é um desgosto imensurável – também intrigante. Recordo-me das vezes em que o camisa 2 enfrentou a Chapecoense. Sempre nos incomodou. Não foi titular do Avaí à toa e ganhou a empatia dos torcedores de Brasil de Pelotas e Ypiranga. Suca conhece João Rodrigo de “outros carnavais”, diz se tratar de um jogador com potencial e dará nova chance a ele. Porém, penso que a diretoria deva vasculhar o mercado em busca de um lateral. A paciência do torcedor acabou.

Marcado II
As vaias que Tuto recebeu não se referem somente ao duelo de sábado, mas ao acúmulo de atuações deficientes. Contra o JEC, o atacante deixou Waldison duas vezes pifado na cara do goleiro, e no gol sofrido, quem errou o passe foi Basílio. Entretanto, Tuto ficou parado ao invés de tentar roubar a bola. Demonstrar vontade é obrigação. Tenho a informação de que o salário do atacante chega a R$ 15 mil/mês. Convenhamos, um valor que paga a jogadores capazes de resolver o problema, e não de criar um.

Não aprende
Aos 27 minutos do primeiro tempo, o nobre Jefferson Schmidt paralisou o embate para os jogadores se reidratarem. Uma atitude que tem se tornado frequente nesses dias de calor. Acontece que, no sábado, a temperatura não era tão elevada (28° C) e, pasmem, chovia. A tal parada técnica ocorreu justamente num momento em que a Chapecoense pressionava o Joinville. Inversões bizarras de faltas e “dois pesos, duas medidas” na aplicação dos cartões também integraram o repertório de trapalhadas do árbitro.

Desprestígio
A Chapecoense não tem força política alguma junto à Federação Catarinense de Futebol. Essa é a mais pura realidade. Se tivesse, Jefferson Schmidt não apitaria mais jogos do clube. Neste Estadual já foram dois. No ano passado, a diretoria verde-branca, após os erros gritantes do árbitro no confronto perante o Figueirense, na Arena Condá, enviou um documento à FCF solicitando o banimento do juiz do quadro de arbitragem da entidade. Imaginava-se que, pelo menos, Schmidt não participasse mais dos sorteios para trabalhar nos jogos do Verdão. Que nada!

Extra-campo
Se não bastassem os problemas técnicos e táticos, a Chapecoense possui outros, no âmbito extra-campo, para resolver. No caso, indisciplina. A diretoria, que tem o respeito e a confiança da torcida, precisa ser severa, agir com firmeza. Se for necessário, apele para a dispensa. A propósito, demissão por justa causa não pode ser aplicada também no futebol? Pelo que andei lendo, pode. Abra o olho, direção.

Coluna Rodrigo Goulart 08.02.10
8 de fevereiro de 2010 | 09:22 am Publicado por: Marcelo Júnior

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“Era Mauro Ovelha” no fim
A diretoria da Chapecoense se reuniu ontem à noite, entre 22h e meia-noite. Em pauta: a demissão do técnico Mauro Ovelha. Liguei para o presidente Nei Maidana logo após esse encontro. Não confirmou a saída do treinador, mas nem precisou. Veja o que ele falou: “A situação está insuportável. É mais fácil para um clube demitir uma pessoa do que sete ou oito jogadores”. Dessa forma, a reunião entre direção verde-branca e treinador, hoje, será apenas para comunicar ao Mauro que ele está fora do cargo. Teremos novidades ainda nesta manhã.

Cobrava, mas não dava exemplo
Atitude. Esta era a resposta de Mauro Ovelha quando indagado sobre o que de principal estava faltando para a Chapecoense engrenar. Mas vem cá, caro treinador, o exemplo não tem que partir de cima? Cadê a sua atitude? O jogo de ontem era o primeiro de três “finais”, apenas a vitória interessava e o homem tira um volante para colocar outro volante, um volante para pôr um zagueiro e troca um atacante por outro atacante. Neste domingo, perder de um gol ou perder de dez não fazia diferença alguma. Era preciso ousar. Assim, nobre Ovelha, você abriu a sua própria cova.

Perguntas
Empenho não faltou à Chapecoense na quarta-feira, mas ontem o time jogou sem garra. Um verdadeiro fiasco. Logo, eclodem alguns questionamentos. Por que a equipe teve atitude no meio de semana? Só por que a partida era contra o Criciúma e alguns queriam mostrar serviço contra o ex-clube? Talvez, por que à beira do gramado estava o auxiliar Celso Rodrigues e não Mauro Ovelha? Perguntar não ofende e as indagações são fundamentadas no que visualizamos. Como negar a existência de algo podre envolvendo comissão técnica e grupo de atletas? Estamos assistindo a coisas inexplicáveis.

Será a solução?
Penso que a queda de Mauro Ovelha não foi confirmada ainda ontem à noite para que ele não tomasse conhecimento da decisão através da imprensa. Uma questão ética. Mas as evidências de que já está tudo decidido são enormes. A partir de hoje, as especulações vão girar em torno do novo técnico. Porém, será que mandar o técnico embora acabará com todos os problemas na Chapecoense? Acredito que não. O nível técnico de alguns jogadores beira o ridículo, inclusive daqueles em que a torcida mais apostava.

Agir com firmeza
Uma posição firme precisa ser tomada pela diretoria em relação ao grupo. Afinal de contas, quem tem mais força no clube, os dirigentes ou os atletas? Perder é do jogo, mas alguns fatos testemunhados ontem são imperdoáveis. Cadú Gaúcho atirar a braçadeira de capitão ao chão, Waldison e Neném quase brigarem… Situações que denotam a falta de espírito coletivo. Punição neles, diretoria.

Rosalba
Contra fatos não há argumentos, então, vamos a eles. No Catarinão 2007 e durante toda a temporada de 2009, a Chapecoense contou com os préstimos da motivadora Rosalba Martins. Por outro lado, ela esteve fora do quadro funcional do clube na Série C de 2007 e no ano de 2008. Agora, Rosalba também está ausente. Não seria hora de trazê-la novamente ao Verdão? O elenco dá sinais claros de desunião.

Coluna Rodrigo Goulart 25.01.10
25 de janeiro de 2010 | 12:07 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Sem pontaria

O velho e surrado ditado “quem não faz leva” prevaleceu na Ressacada. A Chapecoense teve bem mais chances para marcar que o Avaí e, mesmo assim, voltou para o Oeste de mãos abanando. Cito três lances em que era mais fácil fazer o gol a perdê-los: o primeiro aconteceu na etapa inicial, com Mazinho, que isolou a bola depois de pegar um rebote na cara do goleiro; o segundo e terceiros ocorreram na fase complementar, ambos com Rafael Santiago. O Verdão apresentou problemas na armação das jogadas –lentidão e falta de criatividade –, mas as oportunidades apareceram. O time foi incompetente nas conclusões e pagou caro por isso.

As carências

O torcedor pode agir na base da emoção, mas não é burro. Desde antes do campeonato, a torcida alertava para a necessidade de um centroavante “matador” e de um meia-de-ligação qualificado. A diretoria trouxe jogadores para estas posições, mas até agora ninguém correspondeu. O Cadú Mineiro parece ter desaprendido a jogar, o Rafael Santiago é uma fotocópia do Cadú e o Tuto não é atacante de área, bem como o Waldison – o melhor até o momento – e o Fabinho. O Alan é a última esperança. Quanto à camisa 10, Mazinho não disse a que veio. O Neném está longe de ser o “cara”, mas ainda tem lugar nesse time.

Custo a mais

O grupo da Chapecoense está pronto, numericamente. Porém, quantidade não é sinônimo de qualidade. Dos seis atacantes, somente Waldison inspira confiança. Tem uns aí – refiro-me a todas as posições – que agradaram nos amistosos, mas bastou o Catarinão começar para esquecer o futebol no vestiário. A julgar o desempenho nas três primeiras rodadas, a direção é obrigada a qualificar o plantel. E, para não inchá-lo, é necessário dispensar, e toda demissão gera um custo (multa rescisória). Por isso que a contratação, antes de ser consumada, requer uma análise rigorosa.

3-5-2 manjado

Mauro Ovelha não teve sorte, no sábado: queimou duas trocas devido a lesões. Na primeira, logo no início do jogo, tirou Anelka, machucado, e colocou Willian Amaral, ou seja, seis por meia dúzia. Já no segundo tempo, Silvio Bido, também lesionado, saiu para a entrada de Emerson Cris. A única mudança por opção foi o ingresso de Rafael Santiago na vaga de Mazinho. O treinador agiu corretamente ao pôr mais um atacante, se bem que poderia ter escolhido o Alan. Uma coisa é fato: o 3-5-2 do Ovelha está manjado demais. Está na hora de criar alternativas, Mauro.

Situação após derrota

No Catarinão 2009, o vencedor do turno somou 19 pontos (foi o Criciúma). Pressupondo que o primeiro colocado deste ano marque o mesmo número de pontos, a Chapecoense é obrigada a faturar mais 16 tentos. Isso significa que, além de vencer os quatro jogos em casa – Juventus, Brusque, Imbituba e Joinville –, terá de ganhar uma partida fora e empatar outra. Os adversários longe da Arena Condá: Criciúma e Figueirense. Moral da história: o Verdão não pode mais perder. Lembrando que os quatro melhores se classificam à semifinal, entretanto, o líder, caso chegue à final, decidirá o título do turno em seu reduto.

Inacreditável

Tentar antecipar a partida contra o Brusque por causa do Gre-Nal em Erechim (RS) e viabilizar passagens aéreas mais baratas para que ele aceite a proposta de antecipação foi uma piada de péssimo gosto da diretoria da Chapecoense. Na minha opinião, o clássico gaúcho não tira público da Arena Condá, pois poucos foram os ingressos colocados à venda em Chapecó, e ao pensar diferente a diretoria mostra que não confia na fidelidade do seu torcedor. Para piorar, o Verdão ainda trabalha em prol do Brusque. Seria cômico se não fosse trágico. A Chape é um clube profissional e como tal deve ser administrado.

Cobrança

Nunca na Chapecoense os jogadores e os membros da comissão técnica foram tão bem tratados. Salários (bons) em dia, hotéis de quilate, viagem de avião… Enfim, a cobrança deve ser proporcional à estrutura oferecida para trabalhar. Três pontos em nove disputados. O Verdão está devendo. As cobranças não podem partir somente da torcida e imprensa. Um dos papeis da diretoria é exigir. Chegou o momento. Quanto à arbitragem, nada a contestar. Jefferson Schmidt, que nos prejudicou o ano passado, não influenciou no resultado. Mas esperar o quê de quem busca meios para facilitar a vida de um adversário? Os cartolas criaram, desnecessariamente, uma situação desagradável.

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Catarinense2011