Gol Da Chape | O blog da torcida da Chapecoense | Rodrigo Goulart

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Coluna Rodrigo Goulart 11.01.2010
11 de janeiro de 2010 | 12:08 pm Publicado por: Marcelo Júnior

banner_goulartAvaliação positiva I
Somando torcedores e profissionais da imprensa, cerca de 100 pessoas de Chapecó e região estiveram no Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim (RS), neste domingo. Também estive lá e gostei do que vi. A Chapecoense começou atrás no marcador – gol de Michel, que teve liberdade para chutar da entrada da grande área, aos dois minutos –, mas, aos seis, empatou com Waldison. O que se viu até os 20 minutos foi uma partida truncada, com os defensores levando a melhor sobre os atacantes. Porém, na segunda metade da etapa inicial, o Verdão conseguiu colocar a bola no chão e passou a envolver o Ypiranga, virando para 3 a 1. Waldison, Tuto e Neném mostraram sintonia, os alas, com destaque para Aelson, apoiaram muito e o sistema de marcação melhorou no decorrer do jogo.

Avaliação positiva II
No segundo tempo, os dois treinadores realizaram várias alterações e o nível técnico decaiu. Com as entradas de Emerson Cris, Steve, Mazinho, Rafael Santiago e Cadú Mineiro, a Chapecoense ganhou em força, mas perdeu em agilidade. O ímpeto ofensivo diminuiu, mesmo assim manteve o placar com tranqüilidade. É sempre bom lembrar que a fase de preparação é desgastante e muitos atletas ainda não “soltaram” a musculatura. A tendência é melhorar, por isso podemos ficar otimista com o Verdão. Nenhuma equipe iniciará o Catarinão 2010 a mil por hora. A evolução virá durante a competição.

Marketing
A Havan, principal patrocinadora do Brusque, é quem viabilizou a negociação do clube com o centroavante Viola. Era desejo da empresa oferecer ao time um jogador de quilate – antes do camisa 9 foi tentado a contratação de Edmundo. Se Viola fará apresentações positivas, ou não, saberemos no decorrer do campeonato. Porém, a competição nem iniciou e a equipe e a patrocinadora já estão “lavando a baia” com a comercialização de produtos com o nome do atleta. Já pensou se a Chapecoense tivesse repatriado o Bruno Cazarine? Qual torcedor não iria querer uma camisa com a alcunha do artilheiro?

Soltar o verbo
Falando em transmissão de jogos, leio no blog do Rodrigo Santos, de Brusque, que a Chapecoense terá quatro jogos mostrados na TV aberta, a exemplo de Joinville, Criciúma e Metropolitano. Nunca é demais lembrar que as quotas ($$$) de JEC e Tigre são superiores a de Verdão e Metrô. Por que a diferença de valores se o número de transmissões por equipe é o mesmo? Encaro tal situação como exploração de marca. Brigue pelos seus direitos, diretoria verde-branca. Chega de dizer amém.

Relacionamento
Na semana passada, em Itá, entrevistei o ala-esquerdo Badé, que se recupera de lesão no joelho. Perguntei sobre a sua condição física e ele afirmou que está 2,5 quilos acima do peso. Disse, também, que quem tem propriedade para discorrer sobre este assunto é ele e o preparador físico Clauter Barros. E ainda lascou o seguinte: “Tem gente que fala só porque tem boca”. Badé não citou nomes, mas é notório que o recado foi para o técnico Mauro Ovelha, que havia dito que o jogador está com um peso excedente de quatro ou cinco quilos. Xiii.

Uniforme
Nesta segunda-feira, a Chapecoense apresenta, oficialmente, o seu uniforme para a temporada 2010. O evento está marcado para as 20h, no Itá Park Hotel, na cidade de Itá, onde o time está hospedado. Uma pena que o fardamento ficou pronto somente agora. Se fosse aprontado antes do Natal, certamente o clube teria terminado 2009 lucrando com a venda de camisas. Muitos torcedores ficaram frustrados por causa disso.

Coluna Rodrigo Goulart 28.12.09
28 de dezembro de 2009 | 11:00 pm Publicado por: Marcelo Júnior

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Injustiça I

Na divisão dos valores referentes à transmissão do Campeonato Catarinense de 2010 pela TV aberta, a Chapecoense compõe o “grupo B”, ao lado de Atlético de Ibirama, Metropolitano e Brusque. Não é uma piada do colunista, mas a realidade dos fatos. O repasse para cada um desses times será de R$ 126 mil. Uma cifra menor ainda caberá a Imbituba e Juventus, recém-promovidos da Divisão Especial. Enquanto isso, Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville receberão cerca de R$ 180 mil. Em resumo: foram injustos com o Verdão do Oeste.

Injustiça II

Ficar um degrau abaixo da dupla da Capital é compreensível, mas colocar Tigre e JEC acima da Chapecoense é inaceitável, a julgar pela fase vivida pelos referidos clubes. Nas últimas três temporadas, o Verdão chegou a duas finais – ganhou uma –, disputou uma Copa do Brasil e conseguiu um acesso em nível nacional. O JEC, por exemplo, ficou em penúltimo lugar no Estadual de 2007, teve participação discreta no ano passado, a exemplo da Chape, e somente agora obteve vaga à Série D. E o Criciúma? Bem, o time do Sul também não vive um momento positivo.

Demonstrar insatisfação

Até mesmo no aspecto torcida vejo o Verdão em vantagem sobre Criciúma e Joinville. Nas finais do Catarinão 2007, os ingressos para o jogo de ida, em Chapecó, esgotaram-se dias antes. O Índio Condá superlotou. Já no Heriberto Hülse vimos vários pontos vazios nas arquibancadas. Sem contar que apenas 25 torcedores vieram de Criciúma para o Oeste. E de Chapecó para o Sul, 900. Em sinal de protesto, a diretoria verde-branca deveria preterir essa merreca oferecida para a transmissão dos jogos. Apenas lamentar não adianta.

A 1ª oportunidade

O time do técnico Mauro Ovelha já fez três partidas nesta fase de preparação para 2010, mas a desta terça-feira será a primeira próxima do seu torcedor. O jogo-treino contra o São Luiz, de Ijuí (RS), está marcado para as 19h30, no Estádio Municipal de Coronel Freitas – a 30 quilômetros de Chapecó – e a entrada é franca. Alguns jogadores que não atuaram na turnê pelo Rio Grande do Sul deverão entrar em campo, como o ala-direito João Rodrigo e o meio-campista Mazinho. Os próximos testes do Verdão serão nos dias 7, em Itá, e 10, em Erechim (RS), ambos diante do Ypiranga.

Possibilidade de lucro

A ascensão do lateral-direito Rômulo, melhor dizendo, do curinga Rômulo, no cenário nacional pode ser lucrativa à Chapecoense. Isso porque o clube do Oeste detém 20% do passe do jogador. Vale ressaltar, no entanto, que se trata de um contrato de gaveta. Vários times de ponta demonstraram interesse em contratar o camisa 2 do Santo André. Portanto, abre o olho, Verdão.

Esclarecendo

Para encerrar, quero fazer um esclarecimento sobre a coluna anterior. Ao contrário do que o leitor Luis disse em seu comentário referente ao tópico “Lei Seca”, o colunista não atribuiu ao álcool o quebra-quebra ocorrido no Couto Pereira. Se no Campeonato Brasileiro a venda e o consumo de bebidas alcoólicas são proibidos nos estádios, logo a cerveja não tem nada a ver com aquele episódio horrível.

Coluna Rodrigo Goulart 21.12.09
21 de dezembro de 2009 | 09:05 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Assunto da hora

A Chapecoense está em plena fase de preparação para a temporada 2010. Seria normal se o assunto “time” norteasse o bate-papo entre os torcedores. No entanto, outro tema vem sendo abordado com intensidade. Muito se comenta, principalmente aqui no Gol da Chape, sobre uma informação de que a Arena Condá ficará “torta”. O torcedor/contribuinte precisa de uma resposta da Administração Municipal. Faz-se necessária uma entrevista coletiva ou uma nota oficial, com a assinatura do prefeito, do secretário da pasta competente e do engenheiro responsável pelas obras, para esclarecer a situação. As especulações vão continuar enquanto ninguém se pronunciar oficialmente.

Lei seca

Está sacramentado: a venda e o consumo de bebida alcoólica estão proibidos nas competições promovidas pela FCF. A norma já vai valer a partir do Estadual deste ano. Convenhamos, uma medida prejudicial aos clubes de menor porte, que possuem na tradicional copa uma importante fonte de recursos. Uma perguntinha: até que ponto a lei seca nos estádios diminui a violência entre torcedores? Há alguns anos não se comercializa mais cerveja durante jogos de certames nacionais, mas pelo visto não houve avanço. Alguém se esqueceu do quebra-quebra no Couto Pereira?

Bola pesada

Conforme já é de conhecimento de todos, o time de futsal masculino de Chapecó também leva o nome e as cores da Chapecoense. Portanto, todos os torcedores do Verdão estão convocados para incentivar a equipe nesta quarta-feira, às 20h15, no ginásio do SESC. A partida vale o acesso à Divisão Especial de 2010. Caso se classifique, a Chape será o único clube do estado presente na elite tanto do futebol quanto do futsal, pois o JEC se afastou do salonismo. Em tempo: o colunista lembra que o sócio-torcedor do Verdão não paga ingresso. O convite está feito.

Cadê a oportunidade?

A Chapecoense fechou a série de amistosos no RS com derrota por 3 a 1 para o Santa Cruz. Das informações colhidas, uma diz que o time sentiu o cansaço no segundo tempo da partida de domingo. Também pudera, foram três jogos em seis dias, após um mês apenas de preparação. Outro detalhe: Mauro Ovelha fez poucas modificações e praticamente não deu oportunidade aos juniores. Todos merecem uma chance. Se não queria colocá-los em campo, então que nem os levassem. Pelo menos diminuiria os custos da viagem. Tem dirigente do clube que também pensa assim.

Verba da TV

Frequentador assíduo do blog, o Nelson abordou um tema preponderante em um de seus comentários: as quotas de televisão. Conversei com o presidente da Chapecoense, Nei Maidana, e ele afirmou que, em 2010, o clube terá direito a R$ 126 mil. O valor exato seria R$ 156 mil. Como a RBS TV antecipou parte do pagamento, houve esse desconto. Só para comparar: no RS, a menor quota anual para os times é de R$ 400 mil e, em SP, o Mogi Mirim, por exemplo, vai receber R$ 1,7 milhão.

Coluna Rodrigo Goulart 14.12.09
14 de dezembro de 2009 | 03:24 am Publicado por: Marcelo Júnior

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Não entendi

Caminhada da Paz: uma promoção bacana, com shows musicais e que propiciou uma tarde de entretenimento à família chapecoense. No entanto, cabe uma ressalva: o local escolhido. Sabe-se que o gramado da Arena Condá passa por melhorias, um investimento que gira em torno de R$ 30 mil. Sabe-se, também, que em função dos cuidados no campo a Chapecoense sequer faz corridas no local. Às vezes, se vê obrigada a ir a Coronel Freitas, ou seja, fazer 60 quilômetros entre ida e volta para treinar. Daí, um palco é armado no centro do gramado, parte que vem recebendo atenção especial, e centenas de pessoas, talvez, milhares, curtem o espetáculo dentro do campo. Cadê o zelo com o dinheiro público? Com a palavra, quem liberou a Arena, com acesso ao gramado. Leia o resto deste post…

Coluna Rodrigo Goulart 07.12.09
7 de dezembro de 2009 | 07:56 am Publicado por: Marcelo Júnior

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joaorodrigo

João Rodrigo

Apalavrado

João Rodrigo é o jogador que deve assumir a ala-direita da Chapecoense. Aos 25 anos, ele já defendeu as cores do Bangu-RJ (2003 e 2004), Vila Rio-RJ (2005), Metropolitano-SC (2006), Volta Redonda-RJ (2007), Avaí-SC (2007), Macabbi Ramat-gan, de Israel, na temporada 2007/08, Marcílio Dias (2008), Ypiranga-RS (2009) e Brasil de Pelotas-RS (2009). As negociações estão adiantadas. Na verdade, já há um acerto verbal. Pois é, acerto verbal. Isso, no futebol, não garante nada. Lembram-se do Thoni?

Que venha o João

A carreira de João Rodrigo é gerida pela agencia 90 Minutos, a mesma que no tratava dos interesses do atacante Rafael Rebelo, o qual saiu do Verdão sem deixar saudades. No site da 90 Minutos, constam as características do lateral: “agilidade, coberturas, cruzamentos perfeitos, destro, força física, habilidade, passe, passes longos perfeitos, técnica, velocidade, visão do jogo”. Nossa! O cara é um craque. Alheio aos costumeiros exageros das empresas que agenciam atletas, posso afirmar que João Rodrigo é um bom ala, a julgar pelas partidas que fez contra a Chapecoense.

Frustrante

A inauguração da segunda etapa da Arena Condá está programada para 25 de fevereiro, ou seja, com mais de um mês de atraso, já que a promessa era de liberar o local para o público em janeiro, no início do Estadual. A Copa do Brasil deve iniciar no dia 10 de fevereiro, assim sendo, a ala norte, que terá capacidade para cinco mil torcedores, ainda não poderá ser utilizada. Quem perde com isso é o torcedor e o próprio clube.

Finanças

O orçamento da Chapecoense para 2010 está estimado em R$ 3,5 milhões, com base nos patrocínios já firmados (e anunciados durante a Efapi), no convênio com a prefeitura (R$ 300 mil), na verba prometida pelo deputado Gelson Merísio (R$ 500 mil) e na receita atual proveniente dos sócios e das placas no estádio. Antes que nos deslumbremos com este volume, façamos uma conta: dividir este montante por 12. O resultado indica uma arrecadação mensal de R$ 291,6 mil. É uma cifra baixa para quem almeja a Série B. Para se ter uma ideia, o Caxias, um dos adversários do Verdão na próxima Série C, vai investir R$ 600 mil/mês em folha no torneio nacional.

É preciso algo mais

A Chapecoense já garantiu uma receita graúda através de patrocínios, convênios e subvenções, mas é preciso algo mais. Entenda-se por “algo mais” um quadro associativo expressivo. Hoje, a ampliação dos rendimentos do clube depende, quase que exclusivamente, de uma participação mais contundente do seu torcedor. A direção verde-branca, através do setor de marketing, precisa olhar para esse lado e aproveitar o fim de ano, período de aquecimento na economia, para divulgar intensamente o plano de sócios.

Para finalizar, quero agradecer ao pessoal do blog pelo convite e espero contribuir da melhor forma possível. Um abraço a todos!

Rodrigo Goulart – Editor de Esportes e colunista do jornal Diário do Iguaçu e membro da equipe Esporte Total da Rádio Chapecó.
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